Em assembleia, PMs deflagram Operação Legalidade e avisam que se não houver negociação outras medidas virão - Fato Amazônico

Em assembleia, PMs deflagram Operação Legalidade e avisam que se não houver negociação outras medidas virão

Mesmo com a promessa feita pelo deputado Cabo Maciel (PR) de que o governador interino, David Almeida (PSD), vai assinar as promoções dos policiais militares até quarta-feira, dia 12, os PMs que estiveram ontem (8) na assembleia geral realizada no Clube dos Subtenentes e Sargentos da PM, no Conjunto Beija Flor, Zona Centro-Oeste de Manaus decidiram realizar a chamada operação “Legalidade”. Na ação o policiamento será montado, mas os policiais cumprem apenas os serviços estritamente constitucionais (o verdadeiro policiamento preventivo – nada mais que isso).

“Estávamos acostumados a dar nosso jeitinho para tirar serviço”, disse um policial, informando que só irão dirigir viaturas seja de quatro rodas ou duas quem estiver habilitado para a função. “Vamos trabalhar em viaturas que estejam com a documentação em dia, com estepes, coletes em dia e mais outros”, acrescentou.

De acordo com os policiais, as viaturas estão indo para as ruas de Manaus com 40 quilômetros por hora. “Esse é padrão do policiamento”, acrescentou um policial.

Na assembleia os policiais decidiram ainda, mandar um recado ao governador David Almeida, se até quarta-feira não sentar para negociar com a categoria, as entidades voltam a se reunir para deflagrar a segunda fase da operação, que consiste em medidas mais drásticas como falta coletiva ao serviço, entre outras.

Mais uma promessa

Na reunião de ontem (8), o deputado Cabo Maciel afirmou que, conversou com o governador na última sexta-feira (7) à noite e ouviu a promessa, mas declarou apoio ao movimento dos policiais e garantiu que, se Almeida não cumprir o prometido, vai à guerra junto com os colegas de farda. Ele chegou a ser vaiado e ouviu protestos quando revelou a conversa.

Durante a entrega de viaturas e helicópteros, o governador interino David Almeida disse, que já tinha o recurso necessário para efetuar as promoções, mas havia sido alertado pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Yedo Simões, quanto aos impedimentos da lei no período eleitoral. É que a iniciativa pode significar um privilégio à candidata apoiada pelo governador na eleição suplementar, a ex-deputada Rebecca Garcia (PP).