O senador Eduardo Braga (MDB/AM) reivindicou do ministro Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura), na terça-feira (05/02), agilidade na liberação das licenças necessárias à recuperação da BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO). O titular da pasta assegurou que o Governo Federal vai trabalhar para acelerar o licenciamento e o projeto para recuperação da BR-319 ele disse que seriam necessários 18 meses para que as obras fossem iniciadas na via.

A garantia foi dada em reunião em Brasília que contou também com a participação de parlamentares da bancada do Amazonas e de outros estados da região Norte, os governadores de Roraima, Antonio Denarium, e de Rondônia, coronel Marcos Rocha, e do vice-governador do Acre, Wherles Fernandes da Rocha do governador Wilson Lima.

“Toda população da Amazônia Ocidental espera há 16 anos por essa obra. A BR-319 já foi asfaltada? Sim. Por que, então, temos que considerá-la um empreendimento novo, para o qual devem ser feitos estudos de impacto sobre fauna e flora e sobre povos indígenas? ”, questionou Eduardo.

“Nós não precisamos perder mais um ano e meio. Se o governo reconhecer que a BR-319 já foi asfaltada, o cronograma de intervenções é completamente diferente de uma obra iniciada do zero”, acrescentou o parlamentar, que elogiou a disposição do atual governo em recuperar a estrada. “Há vontade política. Isso é importante”, afirmou.

Luta contínua – O parlamentar amazonense presidiu, nos últimos dois anos, a Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado. Durante o período, conseguiu providenciar, por meio do colegiado, R$ 100 milhões para recuperação da BR-319. Além disso, promoveu audiências e debates a respeito dela – o que acabou chamando atenção da imprensa nacional para o assunto.

Uma das revelações que veio à tona, na comissão, é a inexistência de contrato, entre os anos de 2008 e 2013, para estudo de impacto ambiental das obras que necessitam ser realizadas na rodovia – informação antes omitida aos representantes da Região Norte no Congresso Nacional e à população.

Outro dado – que também não era de conhecimento público – é a falta, até 2017, de contrato para a realização de levantamentos que apontem as consequências das intervenções sobre os povos indígenas que vivem nas proximidades da via.