EM MAUÉS: Museu Centenário contará história pioneira do adventismo na Amazônia - Fato Amazônico

EM MAUÉS: Museu Centenário contará história pioneira do adventismo na Amazônia

Maués, AM… [ASN] No ano de 1927, na Fazenda Centenário, a primeira semente do evangelho chegava na Amazônia e foi implantada no coração do patriarca José Batista Michiles, fundamental na história pioneira do adventismo no Amazonas.

José Batista Michiles ou Donga Michiles, como era conhecido, foi um dos primeiros conversos na região norte brasileira. Sua influência na sociedade foi crucial para que a mensagem fosse pregada. “A gente ia sempre no remo pra poder ir pra escola ou pra igreja, então o seu Donga doou uma área pra que nós pudéssemos ficar mais perto da fazenda, porque lá tinha a igreja e a escola”, conta Maria Oliveira, pioneira.

Além de Michiles, outras personagens tiveram importante papel para que essa história fosse contada hoje. É válido destacar o pastor Léo Blair Halliwell, presidente da recém formada Missão Baixo-Amazonas e sua esposa Jessie.

O pastor Halliwell foi o construtor da primeira lancha Luzeiro, que atualmente é um marco histórico do evangelho no norte do país.

O casal, navegantes da Luzeiro, cruzou inúmeros rios da região amazônica levando atendimento médico e a mensagem do advento para as pessoas que encontravam. ”Naquela época sem estradas pavimentadas, era muito difícil o acesso, sendo somente pelos rios. Léo Halliwell começou com a Luzeiro I e hoje a obra abre caminho, ainda pelos rios, com a Luzeiro XXVI. Mesmo podendo ter acesso, em alguns lugares, por carros ou aviões nós valorizamos esse trabalho pioneiro e já temos a Luzeiro XXVII, mas ainda não ativa”, acrescenta Gilmar Zahn, presidente da UNoB.

A partir desse momento, muitos avanços foram feitos para que a mensagem fosse propagada. Escolas foram construídas, famílias foram convertidas e o evangelho era pregado de forma rápida.

O obstáculo era a adaptação das pessoas que chegavam para trabalhar na obra. “No ano de 1942 deu uma crise de malária, muita gente não era acostumada e muitos morreram. Às vezes sepultavam 6 ou 7 juntos, pois não tinha mais espaço”, conta Enôla Gnutzmann, pioneira. Mas, com as bênçãos divinas, essas dificuldades foram superadas, o trabalho continuou sendo realizado e os frutos vêm sendo colhidos através dos anos.

Para que essa história pioneira fique cada vez mais fixa na memória, no dia 2 de Maio, foi inaugurado o Museu Centenário localizado em Maués-AM, na Fazenda Centenário, onde tudo começou. ”Nós acreditamos que a região amazônica, onde teve o berço do adventismo pode ter sua história contada e relembrada. Quando nós conhecemos de onde viemos, nós sabemos que Deus nos acompanhou até aqui e, por certo, continuará nos acompanhando”, afirma Wiglife Saraiva, presidente da AAmaR

São mais de 80 anos contados através do museu, no qual será narrada essa linha do tempo àqueles que viveram no passado, aos que continuam pregando no presente e às futuras gerações. [Equipe ASN, Fabrício Gomes e Giovanna Bonilha]