Eron Bezerra (PCdoB-AM) tomou posse nesta quarta-feira (24) na Câmara dos Deputados. Ele assumiu a vaga de Gedeão Amorim (MDB), que deixou o cargo para comandar a Secretaria de Educação do Amazonas.

É a segunda vez que Eron assume a vaga na Câmara. Agora, no entanto, num cenário mais conturbado.

“Eu tenho desafios a superar. O primeiro é que nós temos que impedir que domingo (28) nós demos um passo agigantado em direção à uma ditadura. Se não conseguimos reverter essa votação, a pauta que vamos enfrentar aqui a partir de novembro é eles tentando fazer com que o governo moribundo do Temer ainda consiga viabilizar umas pautas mais negativas para eles não terem que arcar com esse desgaste já no começo do governo. Nesse sentido, eu me junto à bancada para ser mais um na linha de defesa dos trabalhadores. Nosso papel aqui é impedir que a nação seja destruída, que os fundamentos da nossa democracia sejam corroídos, e que os direitos fundamentais dos trabalhadores sejam todos jogados para baixo do tapete”, declarou após o ato de posse.

Para Eron, uma vitória de Jair Bolsonaro pode reacender a discussão da Reforma da Previdência na Câmara, o que prejudicaria ainda mais os trabalhadores. “Já tivemos um grande prejuízo com a Reforma Trabalhista que não conseguimos impedir e podemos ter um ainda maior se, eventualmente, se votar a Reforma da Previdência. Se eles ganharem a eleição vão tentar impor essa pauta para tentar se livrar dessa agenda no início do governo. Mas estamos aqui para ampliar a resistência e impedir ainda mais retrocessos”, pontuou.

Eron Bezerra é doutor em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia, professor da UFAM, engenheiro agrônomo, dirigente nacional e presidente estadual do Partido Comunista do Amazonas. Foi deputado estadual por cinco mandatos consecutivos; secretário de estado da Produção Rural (Sepror) e secretário Nacional de Ciência e Tecnologia do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. É autor do livro “Amazônia, esse mundo à parte”, do “Dossiê Amazônia” e coautor de outros cinco livros.

Iniciou sua militância aos 14 anos, quando fundou o grêmio estudantil Padre Paolino Maria Baldassari; posteriormente fundou a Associação Esportiva Bocacrense. Participou ativamente da reconstrução do movimento estudantil no Amazonas, iniciada com a fundação do CUCA, na UFAM: a fundação da Associação dos Mutuários, para lutar contra o aumento abusivo da prestação da casa própria: a organização dos trabalhadores através dos ENCLAT’s e a própria organização do PCdoB no Amazonas.