Escola de Artes do Caprichoso festeja 17 anos de formação sociocultural - Fato Amazônico

Escola de Artes do Caprichoso festeja 17 anos de formação sociocultural

Parintins – A história e descoberta de talentos desenvolvidos ao longo de quase duas décadas pela Escola de Artes "Irmão Miguel de Pascalle" foram resgatadas durante a festa de aniversário do projeto social do Boi Caprichoso, na noite desta quarta-feira (09). Fundada há 17 anos, na primeira gestão do presidente Joilto Azedo, a Escola de Artes, carinhosamente chamada de ‘Escolinha’, contribui com o lado social da cidade de Parintins, ao disponibilizar 15 oficinas de conhecimento para mais de 700 crianças.

O evento iniciou às 17h na sede da Fundação Boi Caprichoso, ao lado do Curral Zeca Xibelão, com exposição de trabalhos de alunos das oficinas de pintura, escultura em madeira, reciclagem, arte em cipó e desenho. Em seguida, alunos das oficinas de percussão, dança, capoeira e música se apresentaram ao som de das toadas do Boi Caprichoso 2014. A programação teve a presença do cantor e compositor pernambucano, Lenine, e do gerente de relacionamento comunitário da Responsabilidade Social da Petrobras, José Barbosa.

Antes das apresentações especiais, o vice-presidente do Caprichoso, Rossy Amoedo, mostrou o complexo da Escola de Artes aos visitantes do projeto socioambiental da Petrobras. Lenine aprovou o projeto social do Boi Caprichoso, principalmente as formas de trabalhos com as crianças das oficinas de percussão. "Podemos constatar que o futuro de uma nação passa pela educação. Com o projeto do Boi Caprichoso, não poderia ser diferente, que trabalha a inclusão social", destacou o músico.

O presidente do Caprichoso, Joilto Azedo, não pode participar das comemorações por causa de compromissos em Manaus com patrocinadores do Festival Folclórico 2014. Para o vice, Rossy Amoedo, a data comemora a atuação do projeto e contribuição com milhares de crianças, descoberta de talentos e artistas. "São conhecimentos transmitidos para a profissionalização de pequenos artistas da terra. Parabenizo todos os envolvidos, em especial o Joilto Azedo, que há 17 anos idealizou tudo isso, e hoje vimos o quanto esse sonho foi consolidado", avaliou.

Toda a programação foi organizada pela gestora Aurilene Figueredo e arte-educadores da Fundação Boi Caprichoso.

História

A Escola de Artes "Irmão Miguel de Pascalle" iniciou de maneira experimental no ano de 1997, sob direção dos professores Graça Ferreira Assayag e Fernando Silva. Na época, com 50 alunos, a Escolinha disponibilizava poucas oficinas de artes, passando a ser ampliada no ano seguinte, com mais de 200 alunos matriculados. Ex-gestores, alunos e professores participaram da grande festa dos 17 anos da Escola de Artes.

A primeira gestora da Fundação Boi Caprichoso, Graça Assayag, não escondeu a emoção em contribuir com o projeto social e trabalhar com Irmão Miguel de Pascalle. "Eu me sinto feliz e emocionada em ver as ações culturais, sociais e educativas da escola. Tive a oportunidade de fazer parte desse trabalho, em conhecer a grande contribuição do Irmão Miguel, que empresta o nome a esse grande projeto", afirmou.

Hoje, talentos descobertos pela Escolinha do Caprichoso atuam tanto no Boi Caprichoso como em outras manifestações culturais como, por exemplo, os jovens Kennedy Moraes e Jucelino Ribeiro, destaques no Rio de Janeiro, que a partir deste ano entram no quadro de artistas de ponta do azul. Outros artistas permaneceram na Escola, mas como arte-educadores, passando e descobrindo novos artistas parintinenses.