Escola municipal é finalista em prêmio nacional de parcerias em Educação Integral - Fato Amazônico

Escola municipal é finalista em prêmio nacional de parcerias em Educação Integral

A Escola Municipal Waldir Garcia, localizada na Rua Pico das Águas, bairro São Geraldo, na zona Oeste da cidade, foi uma das 96 escolas públicas selecionadas na terceira etapa do 12º Prêmio Itaú-Unicef. Participaram da seleção mais de 1,8 mil projetos de escola.

O prêmio, que existe desde 1995, tem como objetivo reconhecer, estimular e dar visibilidade a parcerias realizadas entre escolas públicas e Organizações da Sociedade Civil (OSC) para a educação integral de crianças, adolescentes e jovens brasileiros.

O Prêmio Itaú-Unicef premia as parcerias dividas em oito zonas e quatro grupos. A parceria entre a Escola Municipal Waldir Garcia e o Coletivo Escola Família Amazonas (Cefa) está inclusa na zona Belém, que inclui os Estados de Pará, Amazonas, Rondônia, Roraima, Amapá e Acre, e no grupo 1, de micro porte.

As etapas seguintes do prêmio são: 4ª Etapa, seleção das Parcerias premiadas em âmbito Regional, que está prevista para ocorrer em setembro deste ano, quando 32 parcerias serão selecionadas; 5ª etapa, com visitas técnicas às parcerias premiadas regionais, de setembro a outubro de 2017; e 6ª etapa com a seleção das parcerias premiadas nacionais, prevista para acontecer de outubro a novembro de 2017. Ao final, as parcerias finalistas receberão um prêmio total de R$ 130 mil.

A escola de Manaus, que começou a trabalhar com educação integral em 2016, desenvolve em parceria com o Cefa a educação com tutoria, em que os alunos estão no centro do processo de aprendizagem e todos os aspectos do sujeito, como cognitivo, afetivo, sociocultural e biológico, são trabalhados.

Além da tutoria, a Waldir Garcia desenvolve oficinas em que alunos têm contato com teatro, filosofia, inglês, literatura, entre outras atividades. Todas as sextas-feiras acontecem reuniões entre tutores e tutoradas, possibilitando uma intermediação entre o sujeito e a escola.

Com esse trabalho cooperativo, a comunidade começou a se integrar mais à escola e os espaços da unidade começaram a ser mais bem ocupados. A gestora da unidade, Lúcia Cristina Santos, fala que pais, funcionários e alunos começaram a se envolver mais nos assuntos escolares. Ela também destacou que a relação com alunos mudou, uma vez que agora eles têm mais voz nas decisões gerais.

“Qual a escola que nós queremos? O que é que nós podemos fazer para que essa escola seja a escola que eu quero? A escola que nós queremos ter é essa escola prazerosa, lugar de gente feliz, de gente alegre, uma escola dinâmica onde se estejam preenchidos todos os espaços, uma escola aberta onde se respeite muito ao outro e que a gente coloque o aluno como centro da escola. Tudo que é feito na escola gira em torno do aluno”, continua a gestora.

Em média, cada tutor trabalha com sete tutorados. O trabalho do tutor é ouvir os alunos e ajudá-los a descobrir o que eles pensam para as próprias vidas. A pedagoga da escola, Inéia Simas, é responsável por alunos do 2° ano e explicou como o trabalho é desenvolvido com os estudantes.

“Não é um reforço, é um momento de conversa com eles, para saber como eles estão, o que precisam melhorar. É uma ajuda, um estímulo. É fazer com que ele seja o protagonista da própria história, que ele pense, que busque soluções para vida, de que forma ele pode contribuir para esse processo educativo, dele e dos outros” conclui.