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Preocupados em garantir a qualidade do sangue que é fornecido aos hospitais do Estado, a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) e a Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) iniciaram ontem (21), a 3ª Oficina de Qualificação da Homorrede Amazonas. Participam do treinamento, que vai até o dia 7 de dezembro, 250 profissionais de 14 municípios.

De acordo com o diretor-presidente da Fundação Hemoam, Nelson Fraiji, a preocupação principal do Estado é garantir a qualidade e segurança ao paciente que vai receber o sangue distribuído pelo hemocentro do Amazonas e mais oito hemonúcleos.

“A bolsa de sangue sai com uma qualidade excepcional (do Hemoam, em Manaus), mas há um trajeto até chegar às pessoas que estão nos hospitais. Então, estamos formando técnicos (dos hospitais) para assegurar que a qualidade do produto que sai daqui do hemocentro continue a mesma até chegar ao paciente, visando sempre à segurança”, explica Nelson Fraiji.

O curso busca capacitar, prioritariamente, os profissionais que atuam dentro dos hospitais, nos setores que preparam as bolsas de sangue recebidas do hemocentro e hemonúcleos para transfundir nos pacientes.

“É uma área do hospital dedicada à hemoterapia, a atender as prescrições das transfusões de sangue. E é lá que a gente quer atuar com esse treinamento, para elevar a qualidade do que acontece nesse ambiente, para que o paciente que recebe a transfusão receba um produto de qualidade e que seja seguro para ajudá-lo na sua recuperação”, ressalta do diretor-presidente da Fundação Hemoam.

Multiplicadores – O diretor do Departamento de Atenção Básica da Susam, Jani Kenta Iwata, elogiou a iniciativa da Fundação Hemoam, e disse que esses profissionais que vieram a Manaus poderão ser multiplicadores do conhecimento no interior.

“O interior conta com uma rede de 65 hospitais, então essa iniciativa de qualificar o serviço é fundamental, porque é a partir desses profissionais que estão aqui que a qualificação de todo o serviço acontece”, comentou Jani Kenta.

Participam do treinamento em Manaus técnicos de banco de sangue, farmacêuticos, profissionais que transportam bolsas de sangue e bioquímicos dos municípios de Apuí, Alvarães, Barcelos, Borba, Codajás, Coari, Itacoatiara, São Sebastião do Uatumã, Manacapuru, Manaus, Novo Airão, Presidente Figueiredo, Urucurituba e Tonantins.

 

Programação – Dezesseis palestrantes devem se apresentar ao longo do evento, com público estimado de 250 pessoas no decorrer dos 13 dias da oficina. A gerente de Projetos e Pesquisa do Hemoam, Maria Ivaldete Siqueira, destacou a importância do evento para a melhoria da qualidade dos serviços da Fundação Hemoam. “A oficina tem como objetivo buscar a melhoria contínua para a segurança dos hemoderivados, para a promoção de sangue com qualidade, para salvar vidas”, disse a gerente.

 

Rede – Além do hemocentro em Manaus, que funciona na Fundação Hemoam, oito municípios possuem hemonúcleos. Isso significa que eles têm capacidade técnica tanto para coletar sangue quanto para distribuir para outras cidades. São eles: Parintins, Itacoatiara, Manacapuru, Coari, Tefé, Humaitá, Tabatinga e São Gabriel da Cachoeira.

Segundo Nelson Fraiji, o hemocentro de Manaus e os hemonúcleos têm conseguido manter seus estoques preparados para atender qualquer grande emergência, mas ressalta a importância da população continuar procurando o serviço e doando sangue.

“Temos mantido, em média, estoque de 800 bolsas dentro da instituição para que não sejamos pegos de surpresa. O estoque está relativamente bom, mas é preciso que as pessoas de boa vontade venham doar sangue”, explica Nelson Fraiji.

Público – O serviço de hemoterapia do Amazonas é público. Isso quer dizer que todo o sangue transfundido no Estado é oriundo da rede coordenada pela Fundação Hemoam. “Somos responsáveis pelo fornecimento de sangue a todos os hospitais públicos e privados. Não há distinção na qualidade entre o que oferecemos para os hospitais públicos e para os hospitais privados. Todo o sangue transfundido no Amazonas hoje é proveniente da hemoterapia pública no Hemoam”, afirma Nelson Fraiji.


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