Estratégias são preparadas para enfrentar cheia do Rio Negro - Fato Amazônico

Estratégias são preparadas para enfrentar cheia do Rio Negro

A Prefeitura de Manaus realizou, nesta terça-feira, 08, uma reunião para planejar as estratégias que deverão ser adotadas durante o período da cheia do Rio Negro este ano. Participaram da reunião representantes da secretaria municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), do Centro (Semc), Infraestrutura (Semimf), Feiras, Mercados, Produção e Abastecimento (Sempab), Limpeza Pública (Semulsp), além de representantes do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) do Governo do Estado.

Durante a reunião, o secretário-executivo de Proteção e Defesa Civil, capitão Aníbal Gomes, disse que esse planejamento começou com antecedência por causa do período chuvoso. Ele explicou que os trabalhos já começaram a partir do levantamento das áreas que podem ser atingidas pela cheia.

Este ano, segundo o primeiro alerta emitido, no último dia 31, pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a cheia deverá atingir a cota máxima de 29,49 metros. Em 2012, o Rio Negro registrou a marca recorde de 29,78 metros, 1 cm a mais que sua segunda maior cheia, a de 2009.

De acordo com o capitão, a projeção indica que pelo menos 12 bairros poderão ser atingidos pela cheia, todos localizados próximos as bacias do Educandos e do São Raimundo. Aníbal destacou que este ano, a prefeitura está atuando de forma integrada com o Prosamim, que deve atender e retirar cerca de mil famílias das áreas com risco de serem atingidas pela cheia, o que deve reduzir para oito o número de bairros alagados.

“Nós já temos o levantamento dos locais onde devemos construir pontes para gerar acesso aos moradores, mas é necessário que o Prosamim nos mostre as áreas de atuação e onde deverão fazer a retiradas das famílias. Tudo isso é para evitar que ocorram desencontros como os do ano passado, quando chegamos a construir pontes e dois dias depois não foram mais utilizadas porque as famílias que lá moravam foram transferidas pelo Prosamim. Por isso, este ano os convocamos para que trabalhemos juntos nessas ações”, destacou.

A engenheira do Prosamim, Reny Moita, informou que essas ações integradas facilitam tanto o trabalho da prefeitura quanto do programa. “No ato que a Defesa Civil identifica a vulnerabilidade dessa situação das passarelas ou das edificações, nós priorizamos o remanejamento das famílias em risco”, afirmou.

De acordo com Reny, os trabalhos de intervenção do Prosamim estão na área do entorno do Igarape do 40, que compreende os bairros da Raiz e Betânia e também aqueles próximos à Bacia do São Raimundo como Glória e Presidente Vargas. A estimativa é de que cerca de mil famílias serão retiradas dessas áreas até o final do ano, segundo a engenheira.

Intervenções

A região do Centro, que envolve o entorno da Manaus Moderna, Feira da Banana e Mercado Municipal Adolpho Lisboa, também são áreas que preocupam a Defesa Civil e secretarias integradas. As atenções devem ser redobradas principalmente a partir do final do mês de maio, período que nos anos anteriores foram registradas alagações.

Para a Defesa Civil, este ano, não existe a probabilidade da alagação se igualar à registrada nos períodos anteriores, por causa da intervenção realizada pelo Prosamim nessas áreas.

De acordo com o capitão Aníbal, assim como foi realizado ano passado, a Semasdh ficará responsável por realizar o auxílio às famílias que necessitem de apoio por meio do Aluguel Social ou qualquer outra assistência. Em contrapartida, a Seminf, Sempab e Semulps, atuarão de acordo com a necessidade no período da cheia.