O grego Antonis Mavropoulos pode ser considerado um homem de sorte. Após se atrasar dois minutos, ele não conseguiu embarcar no voo ET 302 da Ethiopian Airlines, que caiu matando 157 pessoas no domingo (10/3). Antonis é presidente de uma organização não-governamental e seguia para Nairobi, Quênia, para um encontro da ONU.

“Eu fiquei bravo porque ninguém me ajudou a chegar a tempo no portão. Fiquei gritando para que me colocassem a bordo”, contou Antonis em um post no Facebook. Logo depois que o avião caiu, autoridades levaram o passageiro para a delegacia do aeroporto. “O oficial pediu para que eu parasse de reclamar e rezasse a Deus porque eu fui o único passageiro que não conseguiu embarcar no voo que desapareceu dos radares”, disse.

Antonis Mavropoulos

Na delegacia do aeroporto, Antonis teve que responder o motivo de não ter embarcado no voo. “Eles disseram que não poderiam me deixar ir antes de checar minha identidade e a razão de ter perdido o voo”, contou. Depois de liberado, ele ligou para a mulher, a filha e os amigos para falar que estava vivo.

“Esse é um dos momentos que muda a perspectiva de vida da pessoa. Você percebe que nossas vidas estão por um fio”, disse Antonis à emissora Alpha TV.

Acidente
A aeronave caiu perto da cidade de Bishoftu, ou Debre Zeit, cerca de 50 quilômetros ao sul da capital. O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed Ali, lamentou o acidente. “Em nome do governo e povo da Etiópia, gostaria de expressar as mais sentidas condolências às famílias que perderam seus entes queridos”, escreveu na rede social Twitter.

O avião, com número de voo ET302, tinha previsão de aterrissar no aeroporto internacional de Nairobi, o Jomo Kenyatta, às 10h25 (horário local). A aeronave tinha pouco mais de quatro meses de uso.

A Ethiopian Airlines é a maior companhia aérea da África, com vários voos nacionais e internacionais, e possui boa reputação em matéria de segurança aérea.

(METRÓPOLES)