EUA anunciarão novas sanções contra Rússia por crise síria - Fato Amazônico


EUA anunciarão novas sanções contra Rússia por crise síria

WASHINGTON – Os Estados Unidos anunciarão nesta segunda-feira novas sanções contra a Rússia relacionadas ao suposto uso de armas químicas por parte das tropas do governo sírio, apoiado política e militarmente por Moscou, disse ontem (15), a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley.

Os Estados Unidos já tomaram diversas medidas punitivas contra o “mau comportamento” da Rússia em uma série de casos, declarou Haley ao canal Fox News, recordando a expulsão de 60 “espiões russos” em resposta ao ataque com um agente neurotóxico no Reino Unido contra um ex-espião russo e as recentes sanções contra “oligarcas” próximos ao Kremlin.

Haley advertiu que haverá novas sanções, que serão reveladas na segunda-feira. Em outro programa, “Face The Nation”, da emissora de televisão CBS, Haley foi questionada se Washington tomaria mais medidas contra o apoio ao presidente sírio, Bashar Assad, por Rússia e Irã, ao que respondeu: “absolutamente”. “Verão que as sanções russas vão chegar”, advertiu.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steve Mnuchin, “as anunciará na segunda-feira (…) e apontarão diretamente para todo tipo de empresas que se ocupam de equipamentos vinculados a Assad e à utilização de armas químicas” na Síria, acrescentou.

Investigadores da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) começaram a analisar neste domingo o suposto ataque químico de 7 de abril que matou dezenas de pessoas em Duma, perto de Damasco, que motivou o bombardeio com mísseis contra o governo sírio por parte de Estados Unidos, França e Reino Unido.

Soldados

Em entrevista transmitida pela emissora BFM TV, pela rádio RMC e por mídia online, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse neste domingo que “convenceu” o presidente americano, Donald Trump, a “permanecer em longo prazo” na Síria.

“Há 10 dias o presidente Trump dizia que os Estados Unidos considerava deixar a Síria (…), o convencemos de que era necessário permanecer no longo prazo”, declarou Mácron.

O presidente francês também declarou que os bombardeios realizados na Síria não foram uma declaração de guerra contra o regime de Bashar Assad e defendeu a “legitimidade” dos bombardeios contra os três alvos ligados ao programa de armamento químico.

“Temos total legitimidade internacional para agir nesse contexto”, disse Macron. “Temos três membros do Conselho de Segurança (das Nações Unidas) que intervieram”, afirmou. / AFP e REUTERS