O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, disse nesta quarta-feira (14/11), à chefe ‘de facto’ do governo de Mianmar, Aung San Suu Kyi, que a violência contra a minoria rohingya é “indesculpável”.

Pence também afirmou que milhões de americanos estão profundamente preocupados com os dois jornalistas birmaneses que foram detidos e condenados em 3 de setembro a sete anos de prisão quando investigavam um massacre de rohingyas,

Os comentários de Pence surgiram durante uma reunião que ele manteve com Suu Kyi em Singapura, a pedido da líder birmanesa, antes que ambos participassem da cúpula Asean-EUA, segundo os veículos de imprensa que acompanham o vice-presidente americano.

Uma investigação da ONU cujos resultados foram apresentados em setembro encontrou indícios de genocídio cometido pelo exército birmanês contra os rohingyas no estado de Rakhine (antigo Arakan), situado no oeste da Mianmar.

A perseguição em Rakhine dessa etnia majoritariamente muçulmana fez com que cerca de 723 mil rohingyas buscassem refúgio na vizinha Bangladesh desde agosto de 2017.

A situação dos rohingyas e a guerra comercial entre os EUA e a China marcam a agenda da cúpula anual de chefes de Estado e de governo que a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) inaugurou na terça-feira em Singapura e que termina amanhã.

A Asean é formada por Mianmar, Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Singapura, Tailândia e Vietnã.

EUA, China, Coreia do Sul, Japão, Rússia e Chile são outros países que participam da cúpula deste ano.

(EFE)