A preocupação aumenta com o número de pacientes com outras doenças como diabetes e hipertensão, vítimas de H1N1

A situação no Amazonas, que já era alarmante, pode se agravar devido ao surto de H1N1. São 69 casos confirmados da doença com 17 mortes no Estado, a maioria em Manaus. Existem ainda pacientes com comorbidade, ou seja, com outras doenças causadas pelo H1N1. 

Para a presidente da Comissão de Saúde da Assembleia, deputada Dra Mayara Pinheiro Reis (PP), a preocupação aumenta porque faltam itens vitais nos hospitais, os quais ajudam no tratamento, por exemplo, de hipertensão.

“Pedimos uma resposta na semana passada ao secretário de saúde, Carlos Almeida, sobre a chegada desses medicamentos e até agora nada. A gente vai fazer mais uma vez requerimento para buscarmos uma solução. Se não conseguirmos atender a demanda, será necessário tomar medidas mais urgentes, como até um pedido de intervenção do Governo Federal”, afirmou a deputada.

Esse cenário do vírus Influenza H1N1, no Amazonas foi apresentado hoje durante uma reunião da Comissão de Saúde com a participação dos deputados  Carlinhos Bessa (PV), Dermilson Chagas (PP), Wilker Barreto (PHS), da diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS/AM), Rosemary Costa,  da secretária de saúde da capital da Susam, Kelem Maria Portela, do diretor- presidente da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas(FMTAM), Marcos Guerra, além do infectologista e diretor de assistência médica da FMTAM, Antônio Magela.

Um dos pontos questionados durante a reunião foi sobre a campanha de vacinação aqui no Amazonas. Segundo Rosemary Costa, a previsão é de que as vacinas sejam entregues até o fim da próxima semana. “A previsão é de que a campanha inicie na segunda quinzena de março. Vão ser quatro mil pontos de vacinação em todo o Estado. Já definimos toda a estratégia, os recursos humanos e também as ações de orientação à população”, explicou.  

O Ministério da Saúde vai disponibilizar um milhão, 115 mil doses da vacina e a meta do Governo do Estado é imunizar até 90% do público alvo. Fazem parte do grupo de risco: crianças menores de cinco anos, mulheres grávidas, pessoas acima dos 65 anos, pacientes com doenças crônicas e neurológicas, indígenas, obesos e indivíduos imunodeprimidos. 

“Além disso, temos uma preocupação com os adultos entre 20 e 49 anos que não fazem parte desse grupo. Por isso, o esclarecimento dos profissionais especializados é importantíssimo, pois a sociedade precisa de respostas. E no que depender da assembleia, as ações educativas de combate a gripe H1N1 vão ser intensificadas”,  disse Dra. Mayara.

O foco principal da campanha é o alerta à população: a partir de qualquer sintoma gripal como tosse, dor de cabeça e muscular e febre, entre outros, procurar um posto de saúde mais próxima. “Todas as unidades de saúde de emergência e urgência tem o Tamiflu, medicamento usando no combate a gripe que tem efeito até 48 horas depois dos primeiros sintomas. Essa atitude pode ajudar na cura e a salvar vidas”, completou Rosemary.

É bom lembrar que o influenza é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório e tem sintomas parecidos com de uma gripe comum. A diferença é de que eles são mais intensos. O vírus pode sobreviver de 24 a 48 horas em superfícies como mesas, 8 a 12 horas em roupas, papéis e tecidos e nas mãos cinco minutos, mas o suficiente para provocar a contaminação.  Por isso, alguns cuidados necessários: usar álcool em gel 70% e máscaras, lavar sempre as mãos, fugir de aglomerações e o uso de lenço de papel descartável para a proteção da boca e do nariz ao espirrar.