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Familiares do adolescente Diego Desideri Esteves, que está internado desde a madrugada desta segunda-feira (27), no Hospital Francisca Dinelli, em Maués, com vários hematomas pelo corpo, revoltados afirmam que o jovem e outras pessoas foram espancados por policiais militares dentro das dependências da 10ª Companhia Independente de Polícia Militar, localizada na Rua Batista Michiles, no centro do município.

De acordo com os familiares, Diego, foi preso pelos policiais militares, quando filmava a arbitrariedade dos PMs que estariam espancando um grupo de adolescentes que teriam se envolvido em uma confusão com policiais que estavam a paisana em um clube da cidade.

Segundo as vítimas a confusão com os policiais militares que estavam a paisana ocorreu em uma casa noturna no Largo Marechal Deodoro, no centro de Maués, por volta das 02h00 desta segunda-feira (27).

As vítimas afirmam que, os policiais usaram armas para intimidarem as pessoas que acionaram o Ronda no Bairro, mas quando os PMs chegaram, ao invés de resolveram o problema complicaram ainda mais a situação e começou um tiroteio causando pânico nas pessoas que começaram a correr desesperadas.

De acordo com os familiares de Diego Desideri, como ele estava filmando a confusão com os policiais militares acabou sendo preso e levado ao quartel da PM onde teria sido espancado. Eles afirmaram que a vitima estará sendo transferida para Manaus e na capital amazonense eles vão a Corregedoria da Polícia Militar para denunciar o caso e cobrar providências do Comando Geral da PM.

PM outra versão

A reportagem do Fato Amazônico entrou em contato com o major Luiz Navarro, chefe da 5ª Seção da Polícia Militar, para se manifestar a respeito das denúncias de Maués, mas ele disse por telefone que somente nesta terça-feira quando o Comando do Policiamento do Interior (CPI) passar a ocorrência poderá falar a respeito do caso.

De acordo com policiais militares a versão seria bem diferente. Eles afirmam que os PMs, estavam de folga e teriam tentado separar uma briga dentro de um clube em Maués, foi quando várias pessoas começaram a jogar garrafas e pedras na direção dos policiais que pediram apoio e uma viatura foi ao local e deteve uma mulher, que não teve o nome revelada, mas foi levada ao quartel da companhia.

Revoltados os amigos teriam tentado invadir o quartel, mas foram contidos policiais militares que tiveram de usar a força e bombas de efeito moral para acabar com a confusão. A ação resultou na prisão de 16 pessoas, de acordo com os PMs, cinco delas já com passagens pela polícia.


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