Por Felipe Lemos – O relatório tradicionalmente feito pela área de Tesouraria, durante o Concílio Anual, fortaleceu alguns conceitos importantes. O primeiro deles é quanto à fidelidade dos membros adventistas na América do Sul. Um dos principais pontos enfatizados foi o do investimento forte em atividades diretamente ligadas à missão da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Segundo o pastor Marlon Lopes, diretor financeiro, a cada ano os investimentos aumentam. Entre 2006 e 2009, a sede sul-americana adventista investiu R$ 49,54 milhões na missão. Já, entre 2010 e 2013, esse investimento ficou em R$ 96,30 milhões; já entre 2014 e 2017, o investimento passou para R$ 171,80 milhões.

Fator de generosidade

Ainda de acordo com o diretor financeiro, outro aspecto abordado no relatório tem a ver com a fidelidade dos membros. Para Lopes, o avanço da obra adventista é medido pelo tipo de relação que as pessoas possuem com os dízimos e ofertas.

Ele falou de um índice chamado de fator de generosidade. O levantamento histórico demonstra que, nos anos 1930 a 1940, em média os membros adventistas sul-americanos entregavam como oferta 5% da sua renda, o que equivale à metade do valor dado como dízimo (10%). Em anos seguintes, esse índice diminuiu, porém, em 2008, houve uma reação positiva. Hoje, em média, um membro adventista costuma ofertar o equivalente a 4% da sua renda.

Outro dado apresentado por Lopes confirma que o trabalho de educação e de conscientização para a fidelidade nos dízimos e ofertas tem surtido efeito. Análises comparativas confirmam que, em 2014, 20,60% dos membros adventistas deram o dízimo pelo menos uma vez ao ano, em 2015 o percentual subiu para 36,69% e hoje é de 41,39% do total de membros (dados contabilizados até o mês de setembro). “Percebemos que há um projeto definido para que as pessoas sejam fiéis. A cada ano, aumenta o número de dizimistas”.

Nova geração fiel

O segundo ponto ressaltado pelo tesoureiro foi sobre a fidelidade dos mais novos. Houve a constatação de que os mais novos (membros adventistas dentro do que se chama de novas gerações) começam a compreender melhor sobre a importância de ser fiéis a Deus nas finanças.

Uma avaliação dos doadores de dízimos e ofertas, com menos de 20 anos, evidencia essa nova realidade. Entre 2015 e 2018, o aumento de adolescentes, entre 10 e 14 anos de idade, chegou a 103,60%. Um aumento assombroso não identificado em faixas etárias superiores. Entre 15 e 19 anos, o crescimento da fidelidade nos dízimos foi registrada em 35,05% nos últimos três anos. Marlon Lopes ressaltou que foi importante o trabalho de base feito por meio dos clubes de desbravadores para que este índice fosse atingido.