A Fifa multou o Palmeiras em 50 mil francos suíços (cerca de R$ 159 mil) e fez um alerta ao time paulista pela violação dos regulamentos de contratações de jogadores. O clube foi considerado como responsável por fechar um contrato que "permitiu a outra parte do acordo, a LDU de Quito, influenciar a independência do clube em termos de emprego e assuntos relacionados com transferências".

No centro do problema está o centroavante argentino Hernán Barcos. Na época da contratação, 30% dos direitos econômicos do jogador estavam com a LDU e o clube de Quito considerou irregular a venda do atleta entre Palmeiras e Grêmio.

O clube paulista contava com 70% dos direitos econômicos sobre o jogador. Mas, ainda assim, precisaria fechar um entendimento com a LDU para vender Barcos para o Grêmio. Além disso, os equatorianos insistem que o Palmeiras devia parte do pagamento a eles, antes mesmo de revender o jogador. Diante da disputa, a LDU levou o caso à Fifa, que agora deu motivo ao clube equatoriano.

Se o Palmeiras foi multado, a Fifa informa que todas as denúncias contra o time equatoriano foram rejeitadas. O Comitê Disciplinar da entidade aponta que a investigação mostrou que a independência da LDU de Quito não foi afetada por uma influência indevida por parte do Palmeiras.

As regras da entidade sobre transferências de jogadores foram modificadas em 2008, impedindo a influência de terceiras partes em contratos de outros clubes. No dia 1º de janeiro de 2015, essas leis foram endurecidas ainda mais.