Filha de dançarina morta no Rio de Janeiro diz que achava Miltinho “estranho” - Fato Amazônico

Filha de dançarina morta no Rio de Janeiro diz que achava Miltinho “estranho”

“Eu sempre o achei estranho”. A frase, pronunciada durante entrevista ao POPULAR, é de uma criança, uma menina de apenas 11 anos, mas que já tinha algum tipo de percepção de que o namoro de sua mãe, a dançarina goiana Amanda Bueno, 29 anos, com Milton Severiano Ribeiro, não era uma boa ideia. A garota estava certa: Amanda foi morta pelo noivo na última quinta-feira (16), em sua casa em Nova Iguaçu (RJ).

Emilly Cristina Rodrigues de Sena, a filha da dançarina, que era integrante de grupos de funk, tinha um relacionamento próximo com a mãe. Embora vivessem distantes, elas sempre se encontravam – a garota viajava para o Rio ou a mãe visitava a filha em Anápolis, onde Emilly vivia com a avó.

A menina contou também ao POPULAR, que Amanda não estava satisfeita com o relacionamento. Ela conheceu Miltinho em dezembro e foi pedida em casamento já nas festas de réveillon. A dançarina não aceitou, a princípio, mas depois mudou de ideia.

“Eles conversaram melhor e ela aceitou”, contou a menina, lembrando que alguns dias depois eles se desentenderam e ela quis interromper o relacionamento. “Ele ficou desesperado a ponto de colocar fogo no próprio corpo”, disse a menina, contando que Miltinho ficou internado em um hospital. A família diz que Amanda voltaria para Anápolis nos próximos dias. Seu corpo está sendo aguardado e pode chegar a qualquer momento. O enterro deve acontecer neste domingo (19).