FRAGILIDADE: Sem vigilantes Escola Municipal Jorge Rezende no Tancredo Neves já foi arrombada três vezes este ano - Fato Amazônico


FRAGILIDADE: Sem vigilantes Escola Municipal Jorge Rezende no Tancredo Neves já foi arrombada três vezes este ano

Os professores e alunos da Escola Municipal Jorge Rezende de Sobrinho, localizada na Rua Nova Esperança, bairro Tancredo Neves, Zona Leste de Manaus, estão cansados com os constantes arrombamentos que estão ocorrendo no estabelecimento de ensino, que só esteve ano já foi visitada por bandidos três vezes, em junho, outubro e no último domingo (30 de novembro), quando os arrombadores furtaram os computadores, material esportivo, mesa e caixa de som, tablets e outros objetos.

De acordo com os professores, que para evitar represália não terão os nomes revelados, os problema começaram quando a Secretaria Municipal de Educação, com a desculpa de diminuir os gastos resolveu a substituir os vigilantes pelo Centro de Operações em Segurança Escolar (Cose), que faz o monitoramento das escolas.

Armário onde era guardado material esportivo arrombado pelos bandidos que levaram tudo

“O nosso pesadelo começou ai. Isso é uma verdadeira brincadeira, dizer que o sistema de vigilância é eficiente, não é eficiente nada pelo contrário é muito do seu deficiente eu trabalho em uma escola pública municipal, quando tem uma ocorrência na escola eles nos ligam e pedem para nós irmos na escola verificar o que está ocorrendo isso quando eles nos ligam porque nós nunca conseguimos falar com essas pessoas do COSE!, disse um professor, informando que a escola do Tancredo, não a única que já foi furtada várias vezes somente este ano.

De acordo com um outro professor ouvido pelo Fato Amazônico, “todos na educação sabem que esse COSE foi criado para ganhar dinheiro da prefeitura. É um sistema cheio de falhas que possibilita invasões, roubos, em muitas escolas, que em sua maioria não são divulgados, tem escolas que foram assaltadas mais de 7 vezes em apenas um ano, isso é prova que o sistema não serviu de nada”.

Grade da sala da diretoria com o ferrolho arrebentado pelos bandidos que limparam a escola

Os professores informaram que no dia 20 de outubro deste ano a Escola Municipal Professora Dalvina Silva de Oliveira, localizado em Tarumã, na Zona Oeste de Manaus, onde também não existe vigilante (pessoa física), apenas monitoramento de câmeras do Cose, os bandidos entraram e levaram o que quiseram sem que os alarmes do sistema ou até mesmo os responsáveis pelo monitoramento tenham acionado a polícia.

Nas pratileiras onde ficavam os computadores completamente vazias apenas a fiação ficou

A reportagem do Fato Amazônico tentou entrar em contato com o secretário municipal de Educação, Humberto Michiles, pelos telefones 3625 6908 / 3625 6921 / 3625 6844 da assessoria de imprensa, para falar das denúncias dos professores, mas nenhum das ligações foi atendida.

Menos custos

Em 2011, o ex-prefeito Amazonino Mendes encerrou os contratos que a prefeitura tinha com empresas de vigilância e os vigilantes foram afastados das escolas municipais e substituídos por câmeras de segurança. Na época a Associação Profissional dos Vigilantes do Estado do Amazonas, chegou a se manifestar contra a decisão do prefeito, mas de nada adiantou, as câmeras ficaram no lugar dos pais de família.

Amazonino saiu e Arthur Neto, foi eleito prefeito em 2012 e manteve o Centro de Operações em Segurança Escolar (Cose), alegando que os custos da Prefeitura de Manaus com os vigilantes, somavam aproximadamente R$ 45 milhões por ano e com a implantação do Cose, o município reduziu os custos com a segurança das escolas municipais para R$ 28 milhões por ano.