Fotos: Erick Bitencourt/Fato Amazônico
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Com o canto de “Parintins Para o Mundo Ver”, o Boi Garantido reafirmou o compromisso de Mestre Lindolfo Monteverde de resistir culturalmente, ao criar o bumbá em 1913, como o último ato do espetáculo “Auto da Resistência Cultural”, na noite deste domingo, 01 de julho. Um coração se abriu no centro da arena para revelar o apresentador Israel Paulain, o levantador de toadas, Sebastião Júnior, e o Amo do Boi, Tony Medeiros, na abertura da apresentação.

Com o rufar tradicional da Batucada, as toadas “A Contagem”, “Garantido Em Festa” e “Nasci Pra Ser Vermelho” elevaram a voz da galera no início do espetáculo, com o Boi Garantido sobre a galera em cima uma lança. A Lenda Amazônica “Juma, o Guardião da Floresta”, alegoria do artista Emerson Brasil, trouxe um módulo central gigantesco, rico em movimentos. Na sequência, a Cunhã-Poranga, Isabelle Nogueira, chegou montada em aranha para evoluir na arena.

Sebastião Júnior tocou piano para defender “Eu Sou A Toada”, de autoria do poeta Cézar Moraes, como “Toada, Letra e Música”, assim como “Levantador de Toadas”. A Celebração Folclórica “Consciência e Tradição Cultural”, alegoria do artista Elber Duarte, marcou a aparição da Porta-Estandarte, Edilene Tavares, e do Boi Garantido, com o tripa Denildo Piçanã, para fazerem evolução. Em seguida, a vaqueirada evoluiu com o Boi Garantido no centro da arena.

Tuxauas, coreografia e organização do conjunto folclórico, com pajé André Nascimento, concorreram com a toada “Baiás do Círculo Sagrado” na Celebração Indígena “Poracê”, conduzida pelo pajé, André Nascimento, e Cunhã-Poranga. A Figura Típica Regional levou para a alegoria “O Seringueiro da Amazônia”, confeccionada pelo Mestre Jair Mendes com o filho Teco Mendes, de onde surgiu a Sinhazinha da Fazenda, Didja Cardoso, e consequentemente, a Rainha do Folclore, Brenda Beltrão.

O Ritual Indígena “Kuarup – A Festa dos Mortos”, alegoria artista Pingo Souza, representou o cerimonial dos povos da área cultural do alto rio Xingu, com homenagem ao sertanista Orlando Vilas, chamado de cacique branco pelas nações, um dos defensores dos direitos indígenas. Com fantasia alusiva ao ritual Kuarup, André Nascimento fez “A Mística do Pajé” na arena e a galera cantou em uma só voz a toada “Nasci Pra Ser Vermelho” no encerramento da apresentação do Garantido na terceira noite.


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