Quando o Palmeiras anunciou a contratação de Deyverson, no dia 11 de julho do ano passado, a torcida não sabia que tipo de jogador esperar. Após uma passagem goleadora pelo Aláves, da Espanha, o atacante desembarcou no clube alviverde para tentar suprir a falta de gols do time comandado por Cuca naquele momento, que não conseguia encaixar o centroavante Borja na sua equipe.

Aos poucos a torcida foi descobrindo um jogador bastante brigador, que sempre luta pela bola e com um bom faro artilheiro. No entanto, aos poucos uma nova faceta do camisa 16 começou a chamar a atenção: as polêmicas. Desde que chegou ao clube alviverde, o atacante participou de 54 jogos pela equipe, marcou 14 gols e soma sete cartões amarelos, quatro vermelhos e algumas confusões.

Bastante acionado desde a chegada de Felipão ao comando do Palmeiras, o centroavante provocou sua primeira polêmica logo em sua estreia como titular na temporada, já com Felipão. Diante do Bahia pela partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil, o atacante foi expulso por acertar uma cotovelada em um jogador adversário.

Desde então, o centroavante recebeu um novo cartão vermelho diante do Cerro Porteño pela Libertadores com poucos minutos em campo, arrumou uma confusão enquanto era substituído no clássico contra o Corinthians, em que marcou o gol da vitória e chorou no banco de reservas, e realizou embaixadinhas na partida diante do Cruzeiro pelo Brasileiro, ato que foi considerado desrespeitoso pela equipe mineira.

Outra ação do camisa 16 quase complicou o Verdão no duelo contra o Ceará, pelo Campeonato Brasileiro, em que foi expulso no último lance do primeiro tempo quando a equipe vencia o confronto por 2 a 0. Com um jogador a menos os cearenses pressionaram o Palmeiras e por pouco não empataram a partida no segundo tempo.

A polêmica mais recente aconteceu no clássico contra o Santos no último final de semana. Logo após o apito final, o jogador comemorou o triunfo por 3 a 2 com uma dancinha, o que gerou a ira de alguns jogadores santistas, que foram para cima do atacante. Poucos instantes depois, o técnico Felipão tirou Deyverson de uma entrevista de saída de campo e explicou na coletiva que pode impedir os atletas de falar com a imprensa justamente pelos problemas causados pelo seu centroavante.

As confusões, aliás, não são uma exclusividade do atacante no período em que veste a camisa do Palmeiras. No próprio Alavés, onde Deyverson construiu uma boa passagem entre 2015 e 2017, o atacante também acumulou algumas polêmicas.

Em sua última temporada pelo clube espanhol, por exemplo, o atacante conseguiu destaque pelo seu faro artilheiro, já que foi o artilheiro da equipe com 14 gols marcados. O número de bolas na rede, entretanto, não foi o suficiente para igualar o de cartões recebidos no mesmo período: 15.

Além de cartões, Deyverson também se envolveu em algumas situações desconfortáveis com a camisa de sua ex-equipe. A principal delas aconteceu na partida diante do Atlético de Madrid, pelo Campeonato Espanhol. Na ocasião, o jogador se irritou com a forte marcação de Godín e cuspiu no defensor uruguaio, que acabou revidando. Apenas o adversário foi expulso.

Outra polêmica com a camisa do Aláves aconteceu na vitória de sua equipe sobre o Real Sociedad. Autor do único gol do jogo, o brasileiro passou do ponto na comemoração ao abaixar o calção para mostrar um beijo tatuado pouco abaixo da cintura. A ação gerou críticas da imprensa espanhola e da torcida ao atacante, que se defendeu afirmando que era uma homenagem para a família. (Gazeta Esportiva)