Como parte da programação preventiva nas unidades prisionais do estado realizada pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), foi encerrado, na sexta-feira (01/02), o mutirão de saúde no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat). Na ocasião, foram atendidos 1.041 internos daquele presídio.

 
A ação visa evitar surto de doenças, principalmente de pele, na população carcerária. As atividades coordenadas pelo diretor do Ipat, Fernando Maurício Pedrosa Castelo Branco, em parceria com a Gerência Técnica da Umanizzare, envolveu uma equipe de cinco médicos, dois enfermeiros e seis técnicos de enfermagem.
 
Da última quarta-feira (30/01) até sexta-feira (01/02), 100% da população carcerária do Ipat foi atendida. Um total de 1.041 detentos dos pavilhões A, B e C receberam medicamentos e orientações médicas, que serão acompanhadas pela equipe de saúde da Unidade.
 
“Esse trabalho faz parte de uma série de ações desenvolvidas pela Seap com a finalidade de levar a assistência médica nas unidades prisionais, seja no combate ou no tratamento de doenças”, disse o secretário da Seap, tenente-coronel Marcus Vinícius de Oliveira Almeida.

Para o médico que coordenou o mutirão, Ítalo Felipe Alves Antunes, a  população carcerária representa um desafio aos cuidados de saúde pelas condições ambientais, contato íntimo e hábitos que os reeducandos são submetidos durante reclusão.

Consulta ambulatorial – Segundo ele, “por meio do apoio operacional e multiprofissional, foi possível realizar atendimento básico de saúde aos mais de mil internos da unidade, fundamental para o tratamento adequado. Além disso, foi possível identificar casos que necessitam de atendimento especial e serão levados para consulta ambulatorial nos próximos dias”, explicou o médico.

Entre as patologias mais recorrentes nos reeducandos foram constatadas as doenças de pele, como a escabiose, a popular coceira, com maior ocorrência. De acordo com a programação, o mutirão prossegue em março nas outras unidades do Sistema Penitenciário do Amazonas.