Wilson Lima tem dito em todas as coletivas que pegou o estado com um rombo de bilhões

O Governo do Amazonas reafirmou na terça-feira, 26, em nota ao Fato Amazônico, que herdou da administração anterior, um “rombo” superior a R$ 3 bilhões.

Embora não figure na reportagem do Estadão, publicada, terça-feira, 27, com o título “Rombo nos Estados chega a R$ 71 bilhões”, o Governo do Estado reitera que os dados obtidos mesmo com dificuldade pela equipe de transição atestam que o déficit orçamentário e dívidas ultrapassavam a R$ 2,3 bilhões.

O governo atual afirma que só ao assumir, teve acesso irrestrito às informações de governo e que novos levantamentos apontam que déficit e dívida superam R$ 3 bilhões.

Na reportagem do Estadão, nenhum dos seis estados da região norte é citado com a contabilidade irregular por ocasião da transmissão de governo. Dos 26 estados da federação apenas nove – Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Sergipe – foram citados pelo Estadão a partir de informações oficiais prestadas pelos governos estaduais ao Tesouro Nacional

Veja a nota

O Governo do Amazonas afirma que a referida matéria, veiculada no Estadão nesta terça-feira, com o título “Rombo nos Estados chega a R$ 71 bilhões”, informa que os dados do relatório da situação financeira dos estados foram declarados pelos próprios estados e que “nada impede que haja ‘esqueletos’ a serem ainda desvendados pelos atuais gestores”.

A matéria também informa que o Tesouro Nacional adverte que “é preciso separar os recursos vinculados dos não vinculados para auferir se o governador cumpriu ou não a exigência de caixa em fim de mandato”.

Neste sentido, o Governo do Estado reitera que os dados apurados pela equipe de transição, ainda no final de 2018, mostraram um déficit orçamentário e dívidas que somavam, à época, mais de R$ 2,3 bilhões.

Os números levantados na fase de transição não consideraram débitos judicializados, indenizações de comissionados que seriam exonerados, dívidas previdenciárias e trabalhistas e recomposição do saldo do Fundo Garantidor das Parcerias Público-Privadas (PPPs).

A atual gestão só teve acesso irrestrito às informações de governo assim que assumiu a administração, em janeiro deste ano. Desde lá, o levantamento aponta que déficit e dívida superam R$ 3 bilhões.

Os recursos deixados em caixa pela gestão anterior dizem respeito a receitas vinculadas, ou seja, com destinação certa, a exemplo das verbas do Fundeb, do SUS, operações de crédito interna e externa e depósitos judiciais, além de R$ 4 bilhões da previdência estadual. 

Como afirma o Tesouro, tais recursos não refletem a saúde financeira dos estados. 

O Governo do Amazonas reitera que tem atuado desde o início desta administração com total transparência e responsabilidade com o uso dos recursos públicos. Também tem desenvolvido um trabalho árduo para sanar as dívidas herdadas e manter a qualidade dos serviços públicos prestados à população.

Rombo de R$ 3 bilhões “herdados” por Wilson Lima pode ser falso, insinua reportagem do Estadão