O governo do Japão confirmou nesta quarta-feira (24/10), a libertação do jornalista Jumpei Yasuda, sequestrado na Síria desde 2015, provavelmente por milícias próximas à rede terrorista Al Qaeda.

O repórter japonês foi libertado pelas forças de segurança turcas e está sob custódia em um centro de imigração da Antioquia (sul da Turquia), segundo revelou o ministro porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga.

“Levando em conta a informação que coletamos, o mais provável é que se trate de Jumpei Yasuda”, afirmou Suga, acrescentando que as autoridades japonesas já informaram aos seus familiares e estão realizando as últimas verificações sobre a identidade deste repórter “freelance”.

O estado de saúde do jornalista também está sendo analisando e em função disto, decidirão em breve quando ele será repatriado para o Japão, acrescentou o porta-voz.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, mostrou seu “alívio” pela resolução do caso após “todos os esforços realizados pelo governo”, e expressou sua gratidão ao Catar e Turquia “por sua solidariedade e cooperação”, em declarações divulgadas pela agência local “Kyodo”.

O governo japonês foi notificado na véspera sobre a libertação do jornalista por parte do Catar, um país que apoia os dissidentes sírios e que poderia ter intermediado a remoção de Yasuda do seu cativeiro.

As autoridades turcas também anunciaram ontem a libertação de um cidadão japonês que não possuía identificação e indicaram que estavam aguardando que Tóquio confirmasse se realmente era Yasuda.

“O Japão tinha pedido a colaboração do Catar, Turquia e outros países relacionados. Conseguimos a informação (sobre a libertação) através de diferentes rotas”, explicou Suga.

O porta-voz negou que Tóquio e Doha tenham pago resgate para conseguir a libertação de Yasuda, quando perguntado por jornalistas sobre esta possibilidade, e também desmentiu que as autoridades japonesas tenham estado em contato direto com os sequestradores do repórter.

O jornalista foi capturado no dia 23 de junho de 2015, em uma área controlada pela Frente Al Nusra, horas depois de entrar na Síria, através da Turquia, para cobrir o assassinato de seu colega japonês Kenji Goto, decapitado pelo grupo terrorista Estado Islâmico, em janeiro do mesmo ano.

Desde então, vários vídeos foram divulgados na internet, nos quais Yasuda aparentemente reivindicava ajuda acompanhado por dois sujeitos encapuzados e armados. (EFE)