Guardas municipais vão a Câmara Municipal reúnem com presidente e exigem equipamentos de segurança e saída do atual comandante - Fato Amazônico


Guardas municipais vão a Câmara Municipal reúnem com presidente e exigem equipamentos de segurança e saída do atual comandante

Depois do ataque sofrido no último sábado (1º) quando o micro-ônibus que serve de base para a Guarda Municipal, no Complexo Turístico Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus foi alvejado com 15 disparos de arma de fogo um grupo de guardas municipais foi ontem a Câmara Municipal de Manaus, onde foram recebidos pelo presidente da Casa, vereador Bosco Saraiva (PSDB), juntamente com os vereadores Professor Bibiano e Waldemir José (PT), e o líder do prefeito, Wilker Barreto (PHS), e exigiram equipamentos de segurança, melhorias trabalhistas, fardamentos, além de pediram a saída do atual comandante da Guarda Municipal de Manaus (GMM), coronel Fernando Farias.

No encontro eles relataram o sufoco que estão vivendo, citando como exemplo o ataque a base da Ponta Negra quando homens de veículo de cor preta efetuou vários disparos contra o micro-ônibus deles. Na ocasião, apenas um guarda se encontrava no interior do ônibus, mas conseguiu escapar ao perceber a movimentação dos atiradores. Dos 15 disparos, somente três acertaram o veículo.

Durante a reunião, Bosco e Wilker se comprometeram a agendar uma data com o prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto (PSDB) – assim que este retornar de uma viagem a São Paulo -, para atender a categoria. Na ocasião, também serão apresentadas as reivindicações expostas hoje pelos guardas, bem como a implantação do estatuto da categoria – discutido no final de abril, mas que não chegou a ser posto em prática. Os guardas também cobraram a aplicação, por parte do município, do Projeto de Lei nº 1.332/2014, aprovado e sancionado pelo governo federal, que prevê o uso de arma de fogo pelos guardas municipais.

Trabalham sem segurança

“Nós trabalhamos sem nenhum equipamento de proteção, seja colete balístico, arma de fogo ou não letal. Estamos vulneráveis em qualquer parte da cidade, seja na Ponta Negra, no Centro, no Parque dos Bilhares, não temos como nos proteger, e principalmente oferecer segurança à população”, destacou o presidente da Associação dos Guardas Municipais de Manaus (AGMMAN), Domingos Torres.

Segundo ele e os demais colegas de farda, a categoria trabalha sem a mínima estrutura, e com o atentado ocorrido no último sábado, alguns estão temerosos em cumprir serviço, devido os riscos a que estão expostos, sem nenhuma proteção.

“Assim que o prefeito (Arthur Neto) voltar de São Paulo, eu e o vereador Wilker iremos viabilizar uma data para que os guardas municipais possam ser recebidos e exponham a pauta de reivindicações. É de interesse do prefeito, sanar as falhas que porventura, estejam acontecendo dentro da corporação”, afirmou o vereador Bosco Saraiva. O presidente da Câmara Municipal deixou claro não ter como atender a pauta da categoria, mas garantiu que a Casa Legislativa pode intermediar uma reunião entre os guardas e o prefeito. O vereador Waldemir José aproveitou a oportunidade, para convidar a categoria a participar da elaboração de emendas à Lei Orgânica Anual (LOA) 2015, que possam contemplar à Guarda Municipal.

“Temos pressa em resolver estas situações. Amanhã (terça-feira), devemos fazer uma assembleia geral para discutir de que forma vamos aguardar esta reunião com o prefeito, se iremos ou não fazer um aquartelamento, enquanto nada é decidido”, informou Torres.

Categoria recebe apoio dos parlamentares

O pleito da Guarda Municipal ganhou reforço no pronunciamento dos parlamentares. O primeiro a manifestar apoio na tribuna foi o vereador Hiram Nicolau (PSD), que disse que é preciso ampliar o debate sobre a necessidade de reforçar o trabalho dos guardas municipais. “Nossos guardas municipais não pode ficar desguarnecidos”, defendeu Hiram.

O vereador Mário Frota (PSDB), por sua vez, observou que o armamento aos funcionários da guarda municipal sempre foi defendido por ele, desde a época em que era vice-prefeito. “A guarda deve ser tratada com mais rigor e mais respeito”, argumentou Frota, que solicitou a formação de uma comissão parlamentar para conversar com o prefeito sobre tudo o que ocorre na guarda municipal. Marcel Alexandre (PMDB) apoiou a ideia de Mário Frota.

A vereadora Professora Therezinha Ruiz (DEM) disse não ter dúvidas da preocupação do prefeito Arthur Neto (PSDB) com a causa da categoria. “Não tenho dúvida de que o prefeito vai conversar sobre essa pauta. Tenho certeza que o reconhecimento virá”, acrescentou Therezinha.

Na mesma linha, a vereadora Socorro Sampaio (PP) manifestou apoio à demanda dos policiais, ao citar que Constituição Brasileira incumbe à guarda municipal a proteção dos bens, patrimônio e serviços. “Quero lembrar que atuação desses profissionais é mais ampla, e todos os dias se deparam com situações perigosas. Cabe a nós dizer sim a essa luta”, frisou Socorro Sampaio. O vereador Carlos Alberto (PRB) avaliou que o crescimento da violência permite mais pessoas preparadas para auxiliar e ajudar na prática contra o crime, o abuso e o vandalismo. “Acredito que o prefeito é sensível à situação”, continuou o parlamentar.

Esta Casa não irá dar as costas a esta categoria. Hoje não dá mais para a guarda municipal fazer segurança com apenas o fardamento. “É preciso prepará-los”, frisou o vereador Luis Mitoso (PSD).