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As doenças que mais matam atualmente no mundo são aquelas relacionadas com a má circulação do sangue: infarto e derrame. A hipertensão arterial está envolvida em 70% desses casos. Por isso a importância do trabalho de prevenção desse mal que atinge aproximadamente 30% da população brasileira adulta, e mais de 60% dos idosos acima de 60 anos, de acordo com o Ministério da Saúde.
Em alusão ao Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, dia 26 de abril, a Sociedade Brasileira de Cardiologia, regional Amazonas (SBC-AM), promove nesta quarta-feira, dia 25 de abril, das 8h às 11h, no Parque do Idoso, bairro Nossa Senhora das Graças, zona centro-sul, uma ação de conscientização da sociedade, que inclui aferição de pressão arterial, palestra e realização de 100 exames de eletrocardiograma.
É o terceiro ano que médicos e estudantes de Medicina da SBC-AM atendem gratuitamente para alertar sobre os riscos da hipertensão em Manaus.
Entre as principais causas da hipertensão arterial estão: o sobrepeso e a obesidade, a má alimentação (muito consumo de sal), o sedentarismo, o tabagismo e, em alguns casos, o fator hereditário.
Estudos mostram que indivíduos com pais hipertensos têm 30% de chances de também ser hipertenso. Ela é caracterizada quando a pressão arterial está acima dos 120 de máxima e 80 de mínima, o chamado “12 por 8”.
De acordo com o presidente da SBC-AM, cardiologista João Marcos Bemfica Barbosa Ferreira, as pessoas devem procurar sempre aferir a pressão arterial na ocasião das consultas médicas e não só quando estão na presença de um cardiologista.
“O ideal é que a pessoa procure seu médico para consultas de rotina, não necessariamente o cardiologista, pode ser o clínico geral, o ginecologista, até mesmo o pediatra”, observa João Marcos.
Caso se verifique uma alteração, um cardiologista deve ser consultado. A especialidade também deve estar na rotina anual de pacientes adultos mesmo sem sinais de doenças como forma de prevenção.
O médico destaca a importância do cuidado com a hipertensão arterial, uma doença assintomática, por ela ser a porta de entrada de outras enfermidades mais perigosas, como o infarto do coração e o Acidente Vascular Cerebral (AVC). Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 420 mil pessoas morrem, por ano, em consequência de AVC.
Fases – Aproximadamente 30% da população brasileira acima dos 40 anos é hipertensa, apesar da incidência nos mais jovens está aumentando nos últimos anos.
“Por ser uma doença de fácil diagnóstico, deve ser sempre buscada em todas as faixas etárias. Crianças pequenas, acima de três anos, já devem medir a pressão com regularidade. Não é uma doença exclusiva da fase adulta, normalmente nas mais jovens tem uma causa, nas mais velhas é indeterminada”, observa o cardiologista membro da SBC-AM, Frederico Gustavo Cordeiro Santos.
Ele destaca ainda que está havendo uma inversão no número de casos de hipertensão entre homens e mulheres. “A prevalência antigamente era muito maior nos homens, que tinham aqueles hábitos mais irregulares: trabalhavam o dia inteiro, comiam de forma desregulada, não cuidavam da saúde e sofriam mais com pressão alta e, consequentemente, com infartos e derrames. Hoje em dia isso já mudou muito, pois as mulheres começaram a ter hábitos muito mais parecidos com os homens”, afirma Frederico.
Segundo estudo Vigitel, do Ministério da Saúde, o diagnóstico de hipertensão arterial aumentou 14,2% no Brasil nos últimos 10 anos, principalmente entre mulheres. “Nas faixas etárias acima dos 60 anos, a incidência é quase igual entre homens e mulheres. Acima dos 80 anos, a tendência é incidir mais nas mulheres”, afirma Frederico Santos.

CAUSAS DA HIPERTENSÃO ARTERIAL:
• Histórico de hipertensão na família;
• Obesidade;
• Dieta rica em sódio;
• Tabagismo;
• Sedentarismo;
• Estresse;
• Diabetes;
• Excesso de gordura no sangue;
• Excesso de bebida alcoólica.

RISCOS CAUSADOS PELA HIPERTENSÃO ARTERIAL:
• Insuficiência cardíaca;
• Infarto do miocárdio;
• Arritmias cardíacas;
• Morte súbita;
• Aneurismas;
• Perda da visão;
• Insuficiência renal crônica;
• AVC isquêmico e hemorrágico;
• Demência por micro infartos cerebrais;
• Arteriosclerose.


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