Ida de Deodato a Assembleia Legislativa não esquenta o clima e CPI da saúde deve ser enterrada - Fato Amazônico

Ida de Deodato a Assembleia Legislativa não esquenta o clima e CPI da saúde deve ser enterrada

Quem esperava que o clima fosse quente nesta quarta-feira, no plenário da Assembleia Legislativa do Estado, com a ida do secretário de Saúde Francisco Deodato, chamado na semana passada pelo deputado David Almeida (PSD), presidente da Casa, de “irresponsável” depois de falar de um “rombo” de R$ 1,2 bilhão, se enganou, tudo ocorreu com abraços, apertos de mão e tapinha nas costas.

Na semana passada os deputados falaram até na instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito da Saúde, hoje apenas o petista José Ricardo voltou a falar no assunto e revelou que até o momento apenas quatro parlamentares assinaram o documento, deixando claro que a CPI deve mais uma vez ser enterrada.

Sabá Reis (PR) que na semana passada falou em CPI e foi autor da convocação de Francisco Deodato para dar explicações aos deputados a respeito do “rombo”, nesta quarta-feira pegou de leve, principalmente depois que ouvir do secretário elogios a equipe de transição de David Almeida.

Quem ainda pegou um pouco pesado ao subir na tribuna da Assembleia, foi a deputada Alessandra Campêlo (PMDB), que cobrou do secretário uma providência para o Tratamento Fora do Domicílio (TFD), que de acordo com a parlamentar está parado desde a administração do governador cassado José Melo.

Alessandra disse, que na gestão de David Almeida, o secretário Vander Alves, tentou resolver o problema, mas foi boicotado pela equipe da Susam e quando ele tentou trocar a equipe foi impedido pelo Ministério Público.

Cauteloso

De forma cautelosa, o secretário Francisco Deodato, ao falar aos deputados, disse que não usou termos como “rombo” ou “desvio” quando apresentou as informações, que disse ter recebido da equipe de transição do governador interino. “Eu falei em déficit”.

Tudo não passou de um  “mal entendido e que o que falou foi deturpado, tratado como um ato político”, disse Deodato, sentado ao lado do presidente da Aleam, deputado David Almeida. “O que apresentei é o que eu havia recebido de informações de que a Susam tem um déficit. E nem apontei nome de ninguém”, acrescentou o secretário, que responderá todas as perguntas feitas pelos deputados por escritas.