A Central de Medicamentos do Amazonas (Cema), da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), recebeu, na última sexta-feira (22/02), um carregamento de insulina Degludeca/Tresiba. A quantidade é suficiente para quatro meses de estoque reservado a usuários diabéticos atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e faz parte dos itens que estão sendo adquiridos pelo Governo do Amazonas para regularizar o abastecimento, encontrado em estado crítico em janeiro.
 
Dos seis tipos de insulina padrão na Cema hoje, apenas a Asparte, que é fornecida pelo Ministério da Saúde, está em falta, mas esta pode ser substituída pela insulina Lispro, fornecida pelo Estado e que tem em estoque. Mesmo quando esteve em falta, a Degludeca/Tresiba, também podia ser substituída por outra equivalente e em estoque – a insulina Glargina. Ressaltando que somente o médico do paciente pode prescrever a substituição de insulinas intercambiáveis.
De acordo com o vice-governador e secretário de Estado de Saúde, Carlos Almeida, ao assumir o governo, a nova gestão constatou que nos almoxarifados da Cema e nas farmácias das unidades da rede havia uma média de 75% de falta dos itens básicos para prestação de atendimento à população. O número foi superior ao que tinha sido informado à equipe de transição, que era de 51,5%.
“O governador Wilson Lima assumiu o compromisso de garantir o abastecimento das unidades de saúde, que encontramos em situação crítica, assim como aqueles fornecidos diretamente aos pacientes atendidos pela Cema e estamos trabalhando de forma responsável para que, num futuro próximo, não tenhamos mais desabastecimento. É o caso da insulina Degludeca, que estava em falta, e que garantimos estoque suficiente para quatro meses”, diz o secretário. 
Tipos de insulinas – A Cema tem como padrão seis tipos de insulinas, divididos em dois grupos: as do componente básico e as de alto custo. As insulinas Regular Humana (R) e Isofana Humana (NPH) são do componente básico e são fornecidas pelo Ministério da Saúde (MS), através do Programa de Controle do Diabetes. A Cema faz o recebimento e a distribuição para todas as unidades da capital e interior.
No grupo de insulinas de alto custo, a Cema trabalha com a Glargina, a Lispro e a Degludeca, fornecidas pelo Estado e com estoque normalizado, além da Asparte, do Ministério da Saúde. “Esses tipos de insulinas sintéticas são intercambiáveis e podem ser substituídas entre si – a Asparte pela Lispro e Degludeca pela Glargina”, diz o coordenador da Cema, Antônio Paiva.
 
Ainda segundo ele, a substituição deve ser recomendada pelo médico do usuário. “Nós fazemos essa orientação da substituição temporária para que as pessoas não fiquem sem atendimento, mas quem prescreve é o médico”, diz Paiva.