Foto: Marcelo Araújo

O deputado Serafim Corrêa (PSB) criticou o pedido de interdição da pista de pouso do município de Pauini feito pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), pelo prazo de 180 dias. De acordo com o parlamentar, a medida aumenta o isolamento do município, onde só é possível chegar por meio do transporte fluvial e aéreo, não tendo estrada.

O pedido de interdição do órgão ocorre após duas pessoas morrerem atropeladas por aeronaves. Uma solução para frear a interdição seria, segundo Serafim, a prefeita de Pauini, Eliana Amorim, construir cercas isolando acesso de pedestres e de automóveis na extensão da pista.

“O Ministério Público entrou com uma ação pedindo a interdição da pista por 180 dias, prazo no qual ele quer que o governo do estado construa um novo aeródromo. Óbvio que é um pouco sem noção essa ação do MP-AM, portanto, o que há de ser feito, ao meu ver, e isso fica dentro da racionalidade, é determinar à Prefeitura que faça a cerca do campo de pouso, não permitindo o tráfego nem de pessoas e nem de veículos na pista. Essa medida é mais racional do que interditar o lugar”, avaliou Serafim.

Conforme registra o titular da Promotoria de Justiça de Pauini, promotor Cláudio Facundo de Lima, o primeiro caso ocorreu no dia 22 de agosto de 2012, quando um homem trafegava em uma motocicleta pela pista do aeroporto e foi atingido por uma aeronave, que realizava o procedimento rotineiro de pouso.

O segundo caso aconteceu este ano, no último dia 27 de outubro, quando o avião Sêneca, Prefixo PT-RXQ, que estava em solo, em processo de frenagem após o pouso, atingiu Adilson dos Santos Pereira. A vítima sofreu traumatismo craniano e faleceu ainda na pista.

“Pauini já sofre com o isolamento, o meio de tráfego de trânsito é por água, por estrada não tem, ou então por avião. Só que de barco se leva muito tempo  para chegar. E faço essa sugestão de construir cercas para isolar a pista, atendendo ao pedido de um colega do município, o Didi. Chamo a atenção das autoridades, principalmente do governo do Estado, que agora nesses últimos dois meses têm que cuidar de não cancelar empenhos. Mas, desejo que o novo governo tenha um olhar sobre os campos de pouso do interior do estado”, concluiu Serafim.