Itacoatiara inicia ano letivo de detentos do sistema prisional - Fato Amazônico


Itacoatiara inicia ano letivo de detentos do sistema prisional

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) realizou, na manhã da última sexta-feira (9/2), a abertura do ano letivo na Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI). São 49 internos matriculados, divididos em cinco turmas, sendo duas de ensino médio, duas de ensino fundamental (nos turnos matutino e vespertino) e outra para alfabetização. Dentre os matriculados, 14 são analfabetos. A ação conta com o apoio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e Secretaria de Estado de Educação (Seduc). A Escola Municipal José do Patrocínio será a responsável pelo ensino fundamental dos presos e a Escola Estadual Berezith a gestora do ensino médio regular. De acordo com secretário de Estado de Administração Penitenciária, coronel da Polícia Militar do Amazonas Cleitman Coelho, a unidade possui 159 presos e costuma ter bom rendimento escolar.

“Em Itacoatiara temos resultados efetivos dos presos em provas como o Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (Enem/PPL) e cursos de redações. Temos expectativas que em 2018 a educação continue sendo um segmento forte na unidade”.

O ano letivo nas unidades prisionais da capital terá início na próxima quinta-feira (15/02), seguindo o cronograma da Seduc para as escolas do ensino público estadual. Na capital, 10 unidades prisionais possuem salas de aula da Escola Estadual Giovanni Figliuolo para alfabetização e ensinos fundamental e médio. Projeto de Remição da Pena pela Leitura – A Unidade Prisional Mista de Itacoatiara realizou mais uma edição do projeto Remição da Pena pela Leitura, na última quinta-feira (08/02). 

O intuito é unir o prazer pela leitura a uma nova oportunidade de liberdade. Dessa vez, seis internas participaram da seleção elaborada em provas, que foram divididas em duas etapas, sendo prova escrita e oral.

As participantes tiveram 30 dias para a leitura de qualquer livro da sua escolha. Como primeira parte da avaliação, elas devem apresentar um resumo escrito da obra que foi lida e depois responder um questionário sobre o livro, contando de fato a história da obra escolhida. Depois disso, as internas conseguem reduzir quatro dias das penas através do projeto.

Todas as pessoas privadas de liberdade podem participar do projeto, independente da sua escolaridade, contando apenas com a habilidade de ler e escrever para a conclusão das etapas de seleção.