Juiz amazonense decidirá a respeito da condenação de 386 anos do ex-deputado Eduardo Cunha - Fato Amazônico


Juiz amazonense decidirá a respeito da condenação de 386 anos do ex-deputado Eduardo Cunha

Está nas mãos do juiz amazonense, Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, as alegações finais do Ministério Público Federal que pediu que os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, ambos do PMDB, sejam condenados, respectivamente, a 386 anos e 78 anos de prisão. O MPF apresentou nesta terça-feira (16), as alegações finais na ação penal derivada da Operação Sépsis, que investiga desvios no Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS).

Agora, as defesas dos acusados também irão apresentar suas alegações finais e, depois disso, o juiz Vallisney de Souza irá tomar uma decisão. Em novembro, Cunha e Alves prestaram depoimento na ação e negaram as acusações.

O MPF pediu ainda que Cunha, acusado de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e prevaricação, pague uma multa de R$ 13,7 milhões; e que Alves, denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, pague R$ 3,2 milhões.

Os procuradores afirmam que os dois são “criminosos em série”, com “personalidades voltadas para o crime”, que fizeram “da política e da vida pública um caminho para a vida delituosa”.

“A República, em grande extensão, foi vítima dos delitos praticados pelos mencionados acusados, sofrendo um prejuízo moral incalculável. A reprovabilidade de suas condutas, portanto, é absoluta, máxima”, diz o texto.

PROCESSO TEM TRÊS DELATORES

Também são réus no processo o operador Lúcio Bolonha Funaro, o ex-vice-presidente da Caixa Fábio Cleto e o empresário Alexandre Margotto. Como os três fecharam acordos de delação premiada, o MPF ressaltou que os acordos estabelecem penas máximas: 30 anos para Funaro, 10 anos para Cleto e nove anos para Margotto.

Para os procuradores, como os três “decidiram redimir-se de seus erros e passaram a colaborar com a Justiça e o Estado brasileiro”, a Justiça “deve mostrar-se mais moderada”.

Em nota, a defesa de Eduardo Cunha afirmou que as alegações finais “configuram uma peça de ficção científica, sem provas, com afirmações inverídicas que não se prestam a sustentar uma condenação”.

Com o jornal O Globo