O juiz Fábio Lopes Alfaia, da 1ª Vara da Comarca de Coari (no detalhe) emitiu manifestando sua preocupação com o vazamento sistemático de decisões judiciais
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O juiz de direito da 1ª Vara da Comarca de Coari/AM, Fábio Lopes Alfaia, afastou ontem (4), de suas funções, o promotor de justiça Weslei Machado.  A decisão foi provocada pelo prefeito Adail Filho, que no dia 26 de junho deste ano denunciou Weslei Machado de comandar uma quadrilha em Coari, criada e planejada por ele, o promotor e quatro vereadores, para afastá-lo do cargo de prefeito.

Ontem (4), o magistrado conheceu a suspeição do promotor de justiça e, além de determinar a substituição do mesmo e o pagamento das despesas processuais, declarou nulos todos os atos praticados por ele nos autos n. 0000867-32.2015.8.04.3800.

“A atuação do promotor de justiça se mostra fundamentalmente retórica e pobre de judicialidade, o que pode ter efeitos midiáticos e quiça políticos  absolutamente impróprios ao rigor e à dignidade da nobre função ministerial o que recomenda drástica conclusão  deste juízo”.

Veja teor da decisão

 

Para entender

Prefeito de Coari se diz vítima de extorsão e acusa promotor Weslei Machado de comandar organização criminosa para tirá-lo do poder

O prefeito de Coari, Adail Filho, acusou nesta terça-feira, 26, em entrevista coletiva gravada na sede do Ministério Publico Estadual (MPE), o promotor de justiça Weslei Machado de comandar uma organização criminosa, planejada e criada para tirá-lo do poder.

Segundo o prefeito, em uma das investidas patrocinada pela suposta organização criminosa, Raione Queiróz, que seria estagiário do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e membro do grupo, teria proposto à Joabe Rocha R$ 1,5 milhão para parar Weslei Machado.

“Isso é extorsão”, condena Adail Filho.

De acordo com as declarações do prefeito, o objetivo da suposta organização seria derrubar o prefeito, o vice-prefeito e o presidente da Câmara Municipal e conduzir ao cargo de chefe do executivo municipal o vereador Samuel Castro.

“Desde janeiro sou alvo de ações de improbidade assinada pelo promotor Weslei Machado. Ações pessoais e políticas. A última ação fui chamado de “playboyzinho”. Esse promotor não tem envergadura moral e competência técnica para o cargo de promotor.

Adail Filho afirma que, além do promotor Weslei Machado, a organização seria composta por Flávio Britto, desembargador eleitoral em Brasília, suposto autor das peças acusatórias, Samuel Castro, Raione Queiroz e os vereadores Adeva Cordovil, Ademoque Filho e Ewerton Medeiros.

Nota do Juiz

 


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