Emma Kelty, foi morta no dia 13 de setembro do ano passado, numa comunidade da zona rural de Coari
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O juiz Fábio Lopes Alfaia, da 1ª Vara da Comarca de Coari, recebeu na íntegra a denúncia formulada pelo Ministério Público contra Arthur Gomes da Silva, o “Bêra”, Jardel Pinheiro Gomes, o “Kael”, Erinei Ferreira da Silva, o “Alfinete”, Elionai Cordovil da Silva, Valtemir Andrade de Lima, o “Bacural” e Erinilson Ferreira da Silva, o “Nilsinho”, acusados pela morte da canoísta britânica, Emma Kelty, crime ocorrido em 13 de setembro do ano passado, numa comunidade da zona rural daquele município (distante 370 quilômetros de Manaus).

Os seis foram denunciados pelo MP e passam a responder formalmente a Ação Penal. O juiz determinou a citação dos réus para responder à acusação em 10 dias. “Recebo a denúncia ofertada, presentes os pressupostos de admissibilidade dispostos no art. 41 do Código de Processo Penal, uma vez constatada a prova da materialidade (conforme autos de exibição e apreensão) (…) e indícios de autoria”, disse o magistrado na decisão, proferida no último dia 27.

Os réus vão responder a crimes como latrocínio (roubo seguido de morte), ocultação de cadáver, corrupção de menores, estupro, receptação e por porte ilegal de arma de fogo, conforme os delitos atribuídos a cada um na denúncia do MP.

Um sétimo acusado, Evanilson Gama da Costa, vulgo “Baiá”, teve declarada extinta a punibilidade dos crimes em tese praticados, uma vez que foi anexado aos autos certidão de óbito do réu.

Em relação ao adolescente também acusado de participação no crime na fase da investigação policial, houve o desmembramento do processo para a 2ª Vara de Coari – pela qual o juiz Fábio Alfaia responde cumulativamente. Esse processo está na fase de apuração do ato infracional e o MP ainda não ofereceu denúncia nos autos.

Ao aceitar a denúncia formulada pelo promotor de Justiça Weslei Machado contra os seis acusados da morte da britânica, o juiz Fábio Alfaia, a pedido do MP, também autorizou a transferência de dois réus que encontram-se custodiados no Centro de Detenção Provisória II, em Manaus, para a unidade prisional de Coari.

Entenda o caso

No dia 13 de setembro de 2017, por volta das 22h, o Comando do 9° Distrito Naval (Com9ºDN) foi informado que o localizador de emergência da britânica Emma Kelty, que estaria realizando canoagem esportiva no Rio Solimões, havia sido acionado. Na manhã de quinta-feira, dia 14, a Marinha do Brasil iniciou as buscas para tentar localizar a britânica. Já na tarde de sexta-feira, dia 15, alguns objetos de Emma Kelty, como roupas, sapatos e o caiaque foram encontrados na Comunidade Lauro Sodré.

No domingo, dia 17, a Marinha do Brasil encaminhou os objetos ao 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde foi realizado o Auto de Exibição dos materiais. Na DIP de Coari foi instaurado um Inquérito Policial (IP), de nº 44/2017, para investigar o caso. A Polícia Civil do Amazonas, assim que foi acionada pela Marinha do Brasil, enviou uma equipe, composta por sete investigadores lotados no Departamento de Polícia do Interior (DPI), quatro investigadores que atuam na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e dois escrivães da instituição, ao município de Codajás para auxiliar nas diligências em torno do caso.

Um adolescente de 17 anos foi apreendido e outros três elementos, identificados como Jardel Pinheiro Gomes, 19, o “Kael”; Erinei Ferreira da Silva, 28, chamado de “Alfinete”, e Arthur Gomes da Silva, conhecido como “Bera” foram presos por envolvimento no delito. Evanilson Gomes da Costa, chamado de “Baia”, também envolvido no latrocínio da britânica, foi vítima de homicídio ocorrido na madrugada do dia 20 de setembro de 2017, em Coari. Ele tinha 24 anos.


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