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Justiça argentina declarou prescrita o chamado “caso da valise”, que investigava a entrada na Argentina de um empresário venezuelano com uma mala com US$ 800.000 supostamente destinados a financiar a campanha eleitoral de Cristina Kirchner, informaram ontem (4) fontes judiciárias.

O encerramento do caso foi determinado pelo juiz Pablo Yadarola, do Juizado Penal Econômico.

“Não me caiu nada bem, mas já imaginava que aconteceria”, comentou hoje à imprensa local María Luz Rivas Diez, promotora do caso até setembro do ano passado, quando se aposentou.

A investigação se centrava na figura do empresário venezuelano Guido Alejandro Antonini Wilson, que entrou em 2007 na Argentina com uma valise com US$ 800.000.

Antonini Wilson tinha viajado para Buenos Aires em um voo particular, contratado pela empresa estatal Energia Argentina (Enarsa), procedente da Venezuela.

No voo viajava Claudio Uberti, um então funcionário do governo do falecido presidente Néstor Kirchner (2003-2007) e que teria autorizado o embarque de Antonini Wilson.

Também viajavam Daniel Uzcátegui Matheus, então vice-presidente da companhia petrolífera estatal venezuelana PDVSA, e seu filho, Diego Uzcátegui Specht.

O “caso da valise” se transformou em um escândalo político e judicial na Argentina depois que o próprio Antonini Wilson e promotores dos Estados Unidos apontaram que o dinheiro procedia da Venezuela e estava supostamente destinado a financiar a campanha eleitoral de Cristina para os pleitos de 2007, o que sempre foi negado pelos governos venezuelano e argentino.

Rivas Diez lembrou hoje que tinha solicitado o indiciamento de Uberti, pedido que foi rejeitado pelo juiz Yadarola alegando que as provas eram insuficientes.

“Este expediente se transformou em um expediente muito longo. A Justiça não foi tão rápida quanto se esperava. Eu fiz tudo o que esteve ao meu alcance”, lamentou a ex-promotora.

Em setembro de 2016, a Justiça ordenou o confisco dos US$ 800.000 e em março de 2017 o governo argentino resolveu destinar esse dinheiro a centros para assistência a crianças. (Agência EFE)


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