Juiz entende que prisão em Manicoré foi ilegal e manda soltar acusados de arrombamento em caixa eletrônico da Funasa - Fato Amazônico

Juiz entende que prisão em Manicoré foi ilegal e manda soltar acusados de arrombamento em caixa eletrônico da Funasa

Leonardo de Souza, Jotaci José Souza, Leoberto de Souza Leal e Cláudio Gomes da Silva, acusados de arrombarem o caixa eletrônico Fundação Nacional de Saúde (Funasa), no bairro da Glória, Zona Oeste de Manaus, em fevereiro deste ano e depois roubarem as armas e os coletes dos vigilantes, que foram presos na madrugada de sábado (4), em Manicoré (a 332 quilômetros de Manaus), não passaram 48 horas atrás das grades.

O juiz Erivan de Oliveira Santana, plantonista do Fórum Ministro Henoch Reis, relaxou ontem a prisão dos acusados depois de considerar que eles foram presos no município de Manicoré sem motivos e estranhou o fato de estarem presos em Manaus, onde foi lavrado o flagrante que o magistrado entendeu ser ilegal.

O magistrado diz ainda em sua decisão que: “Por outro lado, não se tem notícia qual o crime que os mesmos praticaram que, ao meu ver, estavam na fase preparatória, mas que isso tem que ser apurado através do devido processo legal”.

O promotor de Justiça Raimundo do Nascimento Oliveira, emitiu parecer pela declinação da competência do juiz plantonista para apreciação e julgamento do feito pelo juiz de Manicoré, onde os acusados foram presos e lá dar prosseguimento ao feito.

A prisão

De acordo com o auto de prisão em flagrante que o Fato Amazônico, os acusados foram presos por volta de 4h da madrugada do último sábado na Pousada Curupira, localizada na Avenida Eduardo Ribeiro, em Manicoré.

No auto de exibição e apreensão não consta a apreensão de nenhuma arma, mas ferramentas como duas furadeiras, lixadeira, chaves de fendas, alicates e outras, que de acordo com a polícia seriam usados no arrombamento do caixa eletrônico do Banco do Brasil, em Manicoré.

O delegado Adriano Félix, que comandou a operação que resultou na prisão disse que o bando vinha investigado há pelo menos dois meses.

Leonardo de Souza, Jotaci José Souza, Leoberto de Souza Leal e Cláudio Gomes da Silva desembarcaram em Manaus no início da tarde de sábado (4), no aeroporto Eduardinho, na Zona Oeste da capital amazonense. De lá, eles seguiram para a Delegacia Geral, no Dom Pedro, na Zona Centro-Oeste.