Juiz não acata tese de legítima defesa e prisão de delegado é convertida em preventiva – Veja Decisão - Fato Amazônico


Juiz não acata tese de legítima defesa e prisão de delegado é convertida em preventiva – Veja Decisão

A prisão em flagrante do delegado Gustavo de Castro Sotero, que matou o advogado Wilson Justo Filho, foi convertida em preventiva na tarde deste sábado (25) pelo juiz Frank Augusto Lemos do Nascimento, durante audiência de custódia realizada no Fórum Ministro Henoch Reis, na Zona Centro-Sul de Manaus.

Em sua decisão o magistrado diz: “ser inviável o acolhimento, nesse momento, da tese de legítima defesa própria, porquanto o vídeo não esclarece os fatos em todas as suas circunstâncias, como, por exemplo, se a agressão supostamente praticada pela vítima já havia cessado ou não quando os disparos foram efetuados, bem como se o emprego da arma de fogo era o meio necessário, suficiente e proporcional para fazer cessar a injusta agressão alegada pela Defesa. Ou seja, tal tese deve ser analisada pelo Juiz da vara sorteada após a conclusão das investigações, ocasião em que examinará se a custódia cautelar deverá ou não ser revogada”.

Diante da conversão do flagrante em prisão preventiva, o delegado Gustavo Sotero foi encaminhado a carceragem da Delegacia Geral da Polícia Civil, na Avenida Pedro Teixeira.

Para a advogada Carmem Valerya Romero Salvioni, que defende o delegado disse entender que seu cliente agiu em legítima defesa e afirmou que o vídeo apresentado na audiência de custódia comprova a agressão sofrida por Gustavo Sotero.