A ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner foi alvo de um pedido de prisão preventiva ontem (17/09), por parte de um juiz federal do país, sob a acusação de ter recebido milionárias propinas de empresários do setor de construção civil por obras públicas realizadas em seus mandatos e no anterior, de seu marido, Néstor Kirchner, já falecido.

No entanto, como atualmente é senadora e tem foro privilegiado, a ex-governante não poderá ser detida, a menos que dois terços dos colegas de Senado aprovem a perda de sua imunidade.

Fontes ligadas ao processo judicial disseram à Agência Efe que o juiz responsável pelo caso, Claudio Bonadio, pediu a prisão de Cristina, de outros ex-integrantes do governo e de empresários suspeitos de pagar propina por “formação de quadrilha”.

Desde que o escândalo de corrupção veio à tona, no começo de agosto, vários empresários e ex-funcionários do governo acusados fizeram acordos de delação premiada e reconheceram a existência das propinas e o envolvimento de Cristina e Néstor em esquemas escusos. (EFE)