Juiz suspende atividades no cartório em Barreirinha devido à cheia do rio Amazonas - Fato Amazônico

Juiz suspende atividades no cartório em Barreirinha devido à cheia do rio Amazonas

O juiz André Luiz Nogueira Borges de Campos, titular da Vara Única da Comarca de Barreirinha, localizada a 329 quilômetros de Manaus, na 9ª Sub-região (Baixo Amazonas), suspendeu as atividades no cartório da cidade devido à cheia do rio Amazonas. A primeira providência foi desligar o servidor de informática para não correr o risco de danificá-lo, em caso de uma chuva forte que possa elevar ainda mais o nível das águas.

Segundo o juiz, a população da cidade está passando por um momento muito difícil e até o final do mês de junho deve piorar, pois o rio deve subir aproximadamente um metro e vinte centímetros até estabilizar.

“A cidade tem sofrido com essa enchente e, com receio de uma chuva forte de uma hora para outra, fui orientado pelo setor de informática do TJAM que desligássemos o servidor do sistema. Sem o servidor não tem processo virtual e isso foi comunicado à Presidência. Estamos providenciando uma maromba dentro do cartório para não perder móveis e documentos”, afirmou o magistrado.

Segundo o juiz André Campos, não há para onde ir. Ele disse que já solicitou da prefeitura no final do mês de abril que fosse providenciado um local para colocar toda a estrutura do fórum, mas a cidade não dispõe de locais seguros e sem perigo de enchente.

“Não temos para onde ir. Não tem um local alternativo indicado pelo município. Já foi solicitado no dia 24 de abril, mas não tem esse local. Estamos desalojados em razão da enchente e alaga muito rápido. Já nos antecipamos para não perder documentos e móveis e estamos providenciando a elevação dos documentos. Hoje não recebemos mais processos físicos, mas temos o arquivo”, enfatizou o juiz.

O magistrado disse que não é somente a justiça que está precária em Barreirinha, pois toda a cidade está alagada e a população corre o risco de proliferação de doenças, já que a enchente deixa água parada. Segundo ele, está sendo colocado cal e cloro no quintal do prédio em que funciona o cartório para amenizar o mau cheiro e o risco de doenças.