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A Justiça da Venezuela decretou ontem (24) a libertação de pelo menos 20 pessoas detidas, consideradas como “presos políticos” pelos opositores do governo de Nicolás Maduro, informou a ONG Fórum Penal Venezuelano (FPV).

Os pedidos de libertação, todos registrados no estado de Zulia, no noroeste do país, ocorreram depois de o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ter pedido benefícios para alguns destes opositores como seu primeiro ato no segundo mandato: a reconciliação.

“Foram emitidas a libertação para 20 presos políticos”, disse o diretor-executivo do Fórum Criminal, Alfredo Romero, afirmando também que membros da ONG, dedicada à defesa de opositores presos, estão no tribunal e centros de detenção esperando que as ordens sejam cumpridas.

O defensor não ofereceu detalhes sobre os detidos nem sobre aguardam por novas libertações.

Durante a sessão extraordinária da plenipotenciária e governista Assembleia Nacional Constituinte (ANC), para qual Maduro foi prestar juramento, o líder disse esperar que “todos os setores envolvidos na violência política” de 2014 até 2017 “vão para as ruas e façam política”.

No entanto, ele especificou que a pedido da Comissão da Verdade da ANC – organização não reconhecida e qualificada como fraudulenta pela oposição – deixará de fora os responsáveis por “graves crimes ou assassinatos”.

Mais cedo, Romero disse que haviam até então 373 “presos políticos” no país, com a maioria reconhecida como tal pela oposição, apesar do governo sustentar que eles foram detidos por “crimes comuns”.


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