A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, autorizou que os juízes auxiliares do gabinete de Teori Zavascki prossigam com os trabalhos das delações premiadas de executivos e ex-funcionários do grupo Odebrecht.

Com a morte do ministro relator dos processos da Operação Lava Jato na Corte, o futuro das delações é incerto. Com a ordem de Cármen Lúcia, a agenda de depoimentos previstos para esta semana será retomada.

A próxima grande decisão da presidente do STF será a escolha de um novo relator para os processos que estavam com Teori. Ontem ela discutiu o tema com o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot.

Terminado o período de luto oficial pela morte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, Cármen Lúcia, começou a fazer consultas informais aos colegas ministros sobre o futuro da Operação Lava Jato no STF.

Em conversas reservadas, a ministra busca uma solução consensual para encontrar um substituto para relatar os processos da operação, que estavam sob a responsabilidade de Teori, morto na semana passada em um acidente de avião em Paraty (RJ).

Além de procurar alguns ministros informalmente, Cármen Lúcia foi ao gabinete de Teori conversar com servidores e os juízes auxiliares do ministro sobre o andamento do processo de homologação das delações de executivos da empreiteira Odebrecht. Segundo os auxiliares, a análise dos depoimentos está avançada. Teori estava prestes a homologar os depoimentos. A decisão estava prevista para fevereiro.