Limões abrem portas para o evangelho em vilarejo na Indonésia - Fato Amazônico


Limões abrem portas para o evangelho em vilarejo na Indonésia

“O avião da missão deixou a mim e a meu amigo aos pés da montanha, em Papua, Indonésia. Fomos à cidade para fazer algumas compras de última hora antes de subirmos a montanha para iniciar nosso ano como estudantes missionários. Não tínhamos muito dinheiro, mas vimos algo que queríamos no mercado principal: um saco com limões. Amávamos limões e sabíamos que não iríamos encontrá-los na montanha.

Duas semanas depois, estávamos na vila da montanha de Tinibil, incertos de como falar sobre Jesus. Havíamos recebido treinamento na organização Movimento 1000 Missionário, que nos enviou à vila, mas não sabíamos como fazer os moradores locais se interessarem pelo evangelho. Lembramos do nosso treinamento, que nos ensinou que quando não soubéssemos o que fazer, orássemos. Então, oramos.

Certo dia, enquanto caminhávamos entre os povoados, um homem da nossa vila nos pediu para vermos seu parente, o Marius. Fomos à sua casa e lhe perguntamos o que lhe provocara a cegueira, dois anos atrás. “Não sei”, ele disse, meneando a cabeça. “Aconteceu subitamente”. Os outros moradores, porém, não tinham dúvidas sobre o que provocara a cegueira: eles culpavam os espíritos malignos.

Marius e sua família rogaram por ajuda. Pediram remédio e orações. Meu amigo e eu não sabíamos o que fazer. Voltamos para casa e oramos: “Senhor, se este é o caminho para darmos início à nossa obra missionária, por favor, realize um milagre”.

Lembramos do saco de limões que havíamos comprado. Não éramos médicos, mas sabíamos que o limão tem propriedades medicinais. Então, na manhã seguinte, retornamos à casa daquele homem, levando os frutos. Partimos um limão pela metade, oramos, esprememos algumas gotas do suco em seus olhos e oramos novamente. À tarde, voltamos para vê-lo e repetimos todo o processo.

Fizemos isso a cada manhã e tarde por uma semana. Nada acontecia e pensamos em desistir. Mas, depois da segunda semana, Marius nos contou que conseguia detectar a luz, pela primeira vez, em dois anos. Ficamos animados e oramos ainda mais!

Depois de um mês, Marius conseguia enxergar um pouco. Nesse mesmo dia, os limões acabaram. Não falamos para ele que não tínhamos mais limões, apenas lhe dissemos: “De agora em diante, temos um novo tratamento: iremos apenas orar”. Nós nos encontrávamos duas vezes por dia para orar com o ele.

Várias semanas depois, o encontramos olhando para um campo perto de sua casa. Ele caminhava livremente. Podia ver! Ele contou que não enxergava bem, mas que podia ver o suficiente para viver uma vida normal.

Marius transbordava de alegria, e relatou aos outros moradores que Jesus havia restaurado sua visão ao combater os espíritos malignos. Isso abriu portas para que compartilhássemos o evangelho. A notícia sobre o milagre se espalhou pela montanha e as pessoas começaram a nos contatar pedindo orações e ajuda médica. Elas insistiam em nos chamar de “pastor” e “doutor”, embora não fôssemos. Pediam estudos bíblicos. Essa foi uma resposta à oração. Sete pessoas foram batizadas.

Obrigado por suas ofertas missionárias, que ajudam a propagar o evangelho nos cantos mais distantes do mundo, até mesmo no topo de uma montanha na Indonésia!”