Com a retomada da apuração de denúncias de irregularidades e desvios de conduta cometidos por servidores do Tribunal de Justiça do Amazonas, a Corregedoria Nacional de Justiça, voltou a investigar se o prefeito de Coari, Adail Pinheiro, pode estar sendo beneficiado por juízes da comarca, suspeitos de retardar o julgamento de vários processos, dentre eles pode está a juíza Careen Aguiar Fernandes, da 1ª Vara da Comarca de Coari, que poderá integrar a lista de magistrados já punidos pelo CNJ, por envolvimento com o acusado de comandar uma rede de pedofilia.

De acordo com dados de um levantamento da Corregedoria do Tribunal de Justiça, encaminhados ao Fato Amazônico, Careen Aguiar, tinha em suas mãos processos de improbidade administrativa contra Adail Pinheiro, que estavam a 1692 dias parados.

Consta ainda no levantamento um processo de perdas de danos contra o prefeito que permaneceu 2978 dias na 1ª Vara de Coari e só subiram ao Tribunal de Justiça, de acordo com uma fonte, em setembro do ano passado depois de pressão da Corregedoria do Tribunal de Justiça do Amazonas.

“Encontramos em Coari, um imenso armário, só com processos do Adail Pinheiro”, disse a fonte ao Fato Amazônico, informando que tinham processos além dos de improbidade também de execução fiscal e outros que estavam todos sem movimentação.