Lixo nos igarapés aumentou 43% nos primeiros três meses do ano - Fato Amazônico

Lixo nos igarapés aumentou 43% nos primeiros três meses do ano

A Secretaria de Limpeza Pública já retirou 2,1 mil toneladas de resíduos sólidos dos igarapés no 1º trimestre deste ano, 43,9% a mais que o mesmo período do ano passado, quando foram retiradas 1,5 toneladas.

Segundo o Secretário Municipal de Limpeza Pública, Paulo Farias, o aumento é preocupante pois reflete o comportamento da população diante do descarte de lixo. “A maior presença de lixo nos igarapés é reflexo do aumento do descarte de resíduos nas ruas e áreas verdes, uma vez que o lixo desses locais vai parar nos córregos e, com a chegada do período de chuvas, se acumula nos grandes igarapés”, explicou.

No último mês de março, a média diária de retirada de lixo dos igarapés aumentou aproximadamente 20%, saltando da média de 25 toneladas por dia para 30 toneladas por dia.

Nos três primeiros meses do ano, as equipes da Semulsp percorreram, em média, uma extensão executada de 31 quilômetros, o que corresponde a uma taxa de aproximadamente 69 toneladas de resíduos coletados por quilômetro.

O custo médio neste serviço é de R$ 990,5 mil/mês. “É a modalidade de limpeza mais cara do mundo e seria ideal que não fosse necessária", lembrou Paulo Farias.

Logística do lixo

O serviço de limpeza dos córregos envolve mais de 60 funcionários, divididos entre as duas bases de retirada de lixo e os igarapés menores. O lixo é retirado trabalhadores equipados equipadas com botes, balsas, pá carregadeira, retroescavadeira hidráulica e empurradores.

Em um espaço de tempo de aproximadamente 15 dias por mês, no turno diurno, a balsa permanece recolhendo os resíduos encontrados. Paralelamente, uma equipe de garis atua dentro da água e nas margens dos igarapés, inclusive nas “pernas” das palafitas, conduzindo o lixo para as proximidades da balsa. Na etapa final, as embarcações aportam e os resíduos são coletados pelas caçambas pertencentes às concessionárias e conduzidos até o aterro.

Em igarapés, como o do Mestre Chico, Franco, Mindú, Manaus 2000, do 40, do Franco, do Passarinho, e dos Franceses, dentre outros, a limpeza é diária. Os garis atuam, tanto na área terrestre quanto dentro da água. O lixo é capturado através de barreiras de contenção e amontoado nas margens dos igarapés para em seguida serem coletados e retirados por caçambas e levado para o Aterro Municipal.