Venezuela's President Nicolas Maduro gestures as he talks to the media during a news conference at Miraflores Palace in Caracas, Venezuela October 17, 2017. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, propôs nesta segunda-feira a um grupo de opositores que sejam “fiadores democráticos” de um processo de “pacificação” que leve à “libertação de muitos atores” políticos, presos aparentemente por estarem vinculados com protestos que terminaram com incidentes violentos.

“Governadores da oposição, eu lhes chamo e publicamente lhes proponho que se transformem em fiadores democráticos e fiadores de um processo de pacificação, que leve à libertação de muitos atores políticos vinculados à violência”, disse Maduro em um ato televisionado no Conselho Federal de Governo, instância que agrupa vários níveis do Executivo.

Até o momento não há uma resposta dos opositores à proposta, ou os nomes de quem pode ser libertado nos próximos dias.

O presidente venezuelano indicou no final da semana passada que daria um “novo começo” ao seu governo depois do seu triunfo por uma ampla margem de votos nos pleitos do último dia 20 de maio, que não foram reconhecidos pela oposição e por parte da comunidade internacional.

Nesse sentido, o governo venezuelano mostrou gestos de reconciliação após a libertação na sexta-feira passada de pelo menos 20 pessoas consideradas como “presos políticos” por várias ONGs do país.

“Nos próximos dias vou me atrever a tomar decisões nesse sentido, nessa direção”, acrescentou Maduro, que condicionou as libertações à assinatura de um compromisso “por escrito”.

“Estabelecer que esses atores políticos para os que solicitei medidas de benefício e liberdade se comprometam por escrito, de palavra e de ação, a não voltar à conspiração, ao complô, ao golpe de Estado”, explicou.

A proposta de Maduro acontece depois do motim que explodiu há duas semanas nas celas da sede em Caracas do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin), no qual os detentos, considerados “presos políticos” pela oposição, denunciaram violação de direitos humanos e atraso processual.

Segundo o Fórum Penal, que defende a maioria dos acusados nestes casos, há cerca de 350 “presos políticos” no país. (Agência EFE)


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