Maternidade Ana Braga passa por reforma geral e implantação de sistema que otimiza o atendimento - Fato Amazônico


Maternidade Ana Braga passa por reforma geral e implantação de sistema que otimiza o atendimento

A Maternidade Ana Braga, localizada no São José 2, zona leste de Manaus, está passando por uma reforma geral. Além das melhorias na estrutura física, todos os setores estão sendo informatizados e a unidade passou a adotar o Sistema de Informação MISIE, que permite otimizar o atendimento na área de urgência e emergência. Antes, a espera de quem chegava à unidade era de 10 minutos. Agora, a média é de 5 minutos. Atendendo a uma média de 2,4 mil pessoas, mensalmente, a Ana Braga é considerada a maior maternidade do Amazonas.

Há 13 anos, desde que foi inaugurada, a maternidade Ana Braga não passava por uma reforma geral.  Conforme análise da atual gestão da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), que assumiu em outubro, a maternidade encontrava-se deteriorada. Por esse motivo, de acordo com o secretário Estadual de Saúde Francisco Deodato, a necessidade do investimento na recuperação da unidade.

“A Ana Braga é uma referência e precisa estar em condições de oferecer serviços de qualidade à população”, disse, ao ressaltar que a reforma está inserida num contexto maior de reorganização do setor de saúde. Outras 11 grandes unidades do Estado, incluindo os três prontos-socorros adultos – Platão Araújo, João Lúcio e 28 de Agosto; os três Prontos-Socorros da Criança – PCS Zona Sul, PSC Zona Oeste e PSC Zona Leste; mais duas maternidades, as Fundações Cecon e Hospital Adriano Jorge, além do Instituto da Criança, estão inseridos no pacote de reformas.

Nas obras da Ana Braga, os trabalhos estão a todo vapor. Mais de 300 metros quadrados de telhados foram trocados. Com isso, os problemas de goteiras, que eram recorrentes, deixaram de existir. A pintura inclui todos os ambientes, assim como a limpeza e reorganização dos espaços. O próximo passo, agora, é a reforma de macas, camas e aquisição de novas peças de mobiliário.

A recuperação em 70% do sistema de climatização e a readequação dos espaços na área de centro cirúrgico também já foram realizadas. Segundo a diretora da unidade, a enfermeira Dalzira Pimentel, 60% dos problemas e dificuldades da maternidade estão sanados. “Estamos mudando, readequando e melhorando, tudo para atender da melhor forma possível os usuários”, afirma.

Troca de vidros de janelas quebrados, melhoria nos banheiros com a manutenção de chuveiros e pias, troca de portas danificadas são mais algumas das mudanças. Além disso, está sendo realizado um levantamento dos equipamentos quebrados e materiais em falta. Posteriormente, serão abertos processos de compra ou manutenção, dependendo da situação.

Administração – Na área administrativa, as mudanças começaram na informatização de todos os setores e na implantação do Sistema de Informação MISIE, agilizando o atendimento de urgência e emergência. De acordo com Dalzira, o prontuário e a classificação de risco, agora, são feitos online, com alertas. Anteriormente, todo esse processo era feito à mão, em folhas de papel. “Temos um sistema feito exclusivamente para maternidades e que é bom não só para as pacientes, mas também para a equipe de médicos, enfermeiros e técnicos. Com esse acesso, eles ficam sabendo assim que alguém dá entrada na unidade, porque todas informações estão online”, explica.

Outra mudança, com a implantação do sistema, é no controle do estoque do almoxarifado e da farmácia. Quando assumiu a direção, segundo Dalzira, os dois departamentos não controlavam a entrada e saída de materiais. A prática, além de revelar falta de planejamento, acabava por gerar problemas que muitas vezes se refletiam no atendimento.