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A maternidade Ana Braga, unidade da Rede Estadual de Saúde, na zona Leste de Manaus, realizou ontem (23/11) um encontro de bebês que nasceram prematuramente na unidade durante o ano de 2016 e que se recuperaram das complicações do nascimento antes do tempo com o auxílio do Método Canguru.

 

Trinta e duas famílias foram convidadas para o encontro, onde puderam reencontrar os servidores que cuidaram das crianças no período em que elas estiveram internadas na unidade lutando pela vida.

“Como a maternidade Ana Braga é a referência estadual do Método Canguru, a gente sentiu a necessidade de trazer esses bebês que passaram por todas as etapas para que os funcionários vejam o resultado do trabalho, o quanto ajudaram na recuperação dessas crianças”, disse a coordenadora estadual do Método Canguru pelo Ministério da Saúde, Agatha Freire.

 

A maternidade Ana Braga é referência no Método Canguru, mas outras unidades do Estado também aplicam o método (Balbina Mestrinho, Instituto da Mulher e Dona Nazira Daou, além da maternidade da rede municipal Moura Tapajós).

No dia 16 deste mês é celebrado o Dia da Prematuridade. No encontro desta quinta (23/11), na Ana Braga, o tema também foi discutido pelos profissionais com as mães e pais que participaram do evento.

Individualizado – O Método Canguru consiste em uma série de procedimentos de cuidados aos bebês prematuros, que preza sempre pelo atendimento individualizado da criança e com a presença constante da mãe e do pai nas rotinas do tratamento dentro das maternidades. “É um atendimento individualizado, os pais têm livre acesso ao bebê, em todas as etapas do método”, ressalta Agatha.

 

O Método Canguru é aplicado em três etapas. A primeira ocorre quando o recém-nascido está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em uma incubadora. “Nessa etapa, os pais já são orientados a tocar a criança. E quando possível, a gente estimula o contado pele a pele, para aumentar o vínculo mãe-bebê-pai”, explica Agatha.

Na segunda etapa, o bebê passa a receber os cuidados dos profissionais e dos pais em uma Unidade de Cuidados Intermediários (UCI). Nessa fase, o contato da mãe e do pai com o recém-nascido é maior. Inclusive, a mãe pode até voltar a se internar na maternidade, para poder cuidar do filho no restante do tratamento.

“Nesse contato com a mãe, na posição canguru, o bebê começa a trocar a flora hospitalar pela da pele da mãe. Na posição canguru, conseguimos remetê-lo ao ambiente uterino, onde ele sente o calor da mãe, o batimento cardíaco, enfim, tudo que ele sentia antes de ser tirado da barriga prematuramente. Percebemos até que os sinais vitais do recém-nascido melhoram quando ele sente o contato com o corpo da mãe”, afirma Agatha.

 

A última fase do Método Canguru ocorre já no ambulatório da maternidade, com retorno para consultas periódicas até que o bebê atinge o peso considerado ideal, que para o método são 2,5kg.

Vida salva – Andrelena Oliveira, de 27 anos, foi uma das mães atendidas na Ana Braga. Com a ajuda dos profissionais da unidade, ela diz que conseguiu salvar a vida do filho Lorenzo Emanuel, que nasceu com sete meses. A criança passou dois meses internado na maternidade.

“Fui muito bem cuidada aqui (na maternidade Ana Braga), desde o momento em que dei entrada. O quadro do meu filho era muito complicado. Mas, graças a Deus, a equipe toda foi maravilhosa, me deram apoio emocional. Aqui eles te ensinam a cuidar do teu prematuro. Eu não sabia cuidar de um prematuro, e a equipe me ajudou muito”, elogiou Andrelena.


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