O Projeto Aprimoramento e Inovação no Cuidado e Ensino em Obstetrícia e Neonatologia (Apice On), de iniciativa do Ministério da Saúde, promove até esta quarta-feira, (07/11), no auditório Nina Lins, em parceria com três maternidades estaduais e uma municipal, o 2º Seminário Local Apice On. O objetivo do evento é a socialização do que foi alcançado com o projeto em um ano de implantação no Amazonas, além da discussão dos temas centrais do Apice On e do processo de monitoramento e avaliação, com pactuação da agenda de trabalho para o próximo ano.

No Amazonas, são credenciadas e fazem parte do projeto a Maternidade Estadual Balbina Mestrinho, o Instituto da Mulher e Maternidade Dona Lindu, a Maternidade Ana Braga e a Maternidade Municipal Dr. Moura Tapajóz.

A abertura do evento aconteceu na manhã de terça-feira, (06/11). O seminário contará com a presença de representantes do Ministério da Saúde, das secretarias estadual e municipal de Saúde e profissionais de hospitais de ensino e instituições formadoras, e abordará, ao longo dos dois dias de evento, temas dentro de três eixos principais: Parto e Nascimento, Situação de Violência Sexual e Situação de Abortamento.

“Esse movimento que estamos vivendo é extremamente importante. Há um entendimento da necessidade da realização de esforços e de novos movimentos buscando o aprimoramento não só da assistência, mas, principalmente, da formação e do ensino dos profissionais de saúde. Além disso, destacamos a importância da integração das diferentes áreas da saúde, pois precisamos unir esforços para alcançar nossos objetivos, especialmente no que se refere à redução da taxa de mortalidade materno-infantil”, destacou a supervisora da Região Norte do Apice On, Maria Christina Barra.

Além de Maria Christina Barra, participaram da mesa de abertura do evento, a coordenadora das Redes de Atenção à Saúde no Amazonas, Luena Matheus Xerez, representando a Secretaria de Estado da Saúde (Susam); a gerente da Rede Cegonha em Manaus, Sonja Ale Girão, representando a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa); o presidente da Associação Amazonense de Ginecologia e Obstetrícia (Assago), Gilson José Corrêa; a pediatra Rossiclei de Souza Pinheiro, representando a Sociedade Amazonense de Pediatria (SAPED); a enfermeira Ivone Amazonas, presidente da Associação de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras do Estado do Amazonas (Abenfo-AM) e o coordenador do curso de Medicina da Universidade Nilton Lins, André Campana.

“É um prazer fazer parte de um projeto diferente: que soma e não divide; que corresponsabiliza e não aponta; que entende que, em processos para mudança, há resistência – resistência ao que existe e ao que quer existir; nesse caso, colaborar com a possibilidade de existir vida, atenção, cuidado, vanguarda e democracia é o que nos mobiliza”, declarou Luena Xerez.

Apice On

O projeto visa contribuir para a implementação e capilarização de práticas baseadas nas atuais evidências científicas em hospitais de todos os estados brasileiros. Por meio de ações de qualificação, o Apice On engloba os temas de atenção ao parto, nascimento e abortamento; saúde sexual e saúde reprodutiva; e atenção humanizada às mulheres em situação de violência sexual.

O lançamento oficial aconteceu em 24 de agosto do ano passado pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Associação Brasileira de Hospitais Universitários de Ensino (Abrahue), Ministério da Educação e Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), tendo a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) como instituição executora.

A ideia do Apice On é qualificar e ampliar a atenção obstétrica e neonatal em hospitais de ensino, universitários ou que atuam como unidade auxiliar de ensino. A proposta já abrange 100 hospitais que realizam atividade de ensino em todos os estados brasileiros.

“Precisamos atuar em conjunto com as unidades formadoras para que possamos trabalhar ações e evidências científicas que realmente serão efetivas para, entre outras coisas, ajudar na redução da taxa de mortalidade materno-infantil. Nós estamos felizes, pois, com apenas um ano de projeto, já conseguimos contabilizar várias metas alcançadas. Sabemos, no entanto, que ainda temos um longo caminho para seguir”, afirmou Sonja Girão.

Entre 2017 e 2020, a previsão de investimento no projeto atinge R$ 13 milhões.