A Nova Matriz Econômica Ambiental, proposta em março de 2016, deve receber cerca de R$ 450 milhões em investimentos ao longo deste ano. Principal aposta do Estado para gerar desenvolvimento econômico ao Amazonas, o projeto vai alavancar o uso sustentável dos recursos naturais tendo a piscicultura, fruticultura e a mineração como pilares.

O governador José Melo (Pros) informou que parte dos recursos estão garantidos, sendo R$ 150 milhões vindos de um financiamento com o Banco do Brasil, que já estão em caixa. Outros R$ 150 milhões foram autorizados pela Caixa Econômica Federal. O restante deve vir do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Além dos pilares principais, a Matriz também deve apostar pesado nos pólos de cosméticos e fármacos com matéria prima regional. “Nossa floresta tem um grande potencial para este tipo de desenvolvimento. Algumas das melhores ervas, frutos e plantas medicinais e para uso de beleza estão aqui. O que precisamos fazer é potencializar a produção, melhorar as formas de escoamento e abastecer os consumidores. Com isso garantiremos emprego e renda seguros para os trabalhadores de todo o Estado, seja no interior ou na capital”, disse José Melo.

Apoio nacional

Com o anúncio do presidente Michel Temer em lançar um plano de desenvolvimento econômico para a Amazônia, José Melo acredita que a Matriz Econômica do Amazonas terá ainda mais chances de se firmar como principal modelo de economia de toda a região Norte do Brasil. “Fiquei muito feliz quando o presidente fez esse anúncio para nós governadores da região Amazônica. Ele teve a sabedoria de compreender que a região é o maior bem que o País possui e que ela precisa ser mais bem explorada”.

Seplancti

Como forma de fortalecer ainda mais a Matriz Econômica Ambiental, o Governo do Estado anunciou que vai dividir a atual Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti) em duas. Com a mudança, serão criadas as secretarias de Ciência, Tecnologia e Geodiversidade e a de Planejamento e Desenvolvimento.

“Temos que criar uma secretaria que ajude a cuidar da nossa geodiversidade, ou seja, dos nossos produtos da floresta e outra para nosso planejamento de gestão. Ambas serão essenciais para que a Matriz, um ganho para todos os amazonenses, se torne realidade”, justificou o governador.