O ginecologista Armando Andrade Araujo, afastado pelo Instituto de Ginecologia e Obstetrícia do Amazonas (Igoam) pela Secretaria de Saúde no dia 21 de fevereiro, após aparecer em vídeo gravado agredindo uma parturiente na Maternidade Balbina Mestrinho, localizada na Rua Duque de Caxias, na Praça 14 de Janeiro, Zona Centro-Sul de Manaus, voltará as suas atividades médicas.

O juiz Diógenes Vidal Pessoa Neto, da 6ª Vara Cível e de Acidentes de Trabalho, atendeu a pedido de reconsideração do médico e determinou e volta do médico aos trabalhos.

Em seu despacho no último dia 13, o magistrado afirma que o médico “sofreu penalidade sem ter sido assegurado o princípio constitucional da ampla defesa e contraditório”.

Entenda o caso

Um vídeo gravado dentro da maternidade Balbina Mestrinho, e divulgado no mês passado, mostra um médico xingando e agredindo fisicamente uma mulher em trabalho de parto. Segundo a Polícia Civil, o médico cometeu crime de injúria e vias de fato. O registro foi feito em 2018, de acordo com a Secretaria Saúde.

A Susam informou que a gravação foi feita em maio de 2018, quando a adolescente tinha 16 anos.

Segundo a pasta, a paciente deu entrada na maternidade na manhã do dia 18 de maio de 2018 e, na madrugada do dia 19, foi indicada a cesariana.

Foi nessa ocasião que o médico Armando Araújo prestou atendimento à adolescente e então aconteceu a cena. Ainda de acordo com a Susam, o parto da adolescente acabou sendo realizado por outro médico, às 5h33 do mesmo dia, e foi normal, sem intercorrências.

Em seguida, uma familiar da vítima se pronuncia e afirma que vai denunciar o caso. Irritado, o médico grita para que a família o denuncie.

Decisão