Melo senta minutos com comando de greve da PC e é taxativo, só negocia se não tiver paralisação sexta - Fato Amazônico

Melo senta minutos com comando de greve da PC e é taxativo, só negocia se não tiver paralisação sexta

O comando de greve da Polícia Civil decidi, nesta quinta-feira, se cruza os braços amanhã, 24 horas antes da abertura da Copa do Mundo na Arena da Amazônia, quando a Inglaterra e Itália se enfrentam. A decisão saiu depois de uma reunião ontem à tarde na sede do governo onde o governador José Melo passou apenas alguns minutos, mas deixou claro que senta para novo encontro com a comissão na terça-feira (17) se não houver paralisação na sexta-feira.

A reunião, depois da saída do governador, foi presidida pelo secretário da Casa Civil, Raul Zaidan, que propôs aos representantes dos policiais que a reestruturação salarial de investigadores e escrivães só será possível em 2015, tentando empurrar as negociações para o próximo governador caso José Melo não seja reeleito, da mesma forma como fez com os professores.

Os representantes ficaram de dar uma resposta ao governo do estado ao meio desta quinta-feira depois de uma reunião.

Um dos representantes do movimento, Rômulo Valente, depois de ouvir a proposta de Zaidan, de que a reestruturação salarial só é possível no próximo ano, pediu para consultar o advogado da comissão para saber da existência de algum entrave jurídico a respeito do impacto financeiro em 2015 e a resposta será dada hoje ao governo.

Para alguns policiais, Raul Zaidan, na verdade fala com a certeza de que José Melo será reeleito governador. “Mas se ele não for reeleito, como ficamos?”, questiona um policial, acrescentando que pela proposta do secretário o governador José Melo, não quer negociar com a categoria.

“Se aceitarmos essa proposta, estamos recuando e com certeza o movimento se enfraquecerá”, acrescentou o policial, afirmando ter a certeza de que a categoria não vai aceitar uma negociação para ser fechada no próximo ano. “Nosso principal pleito é a reestruturação salarial e não podemos abrir mão disso. A principal reivindicação do movimento dos policiais militares era a lei de promoções e eles conseguiram e nós não vamos recuar para o próximo ano”, disparou.

A prova de que José Melo, passou apenas alguns minutos no encontro é que sua assinatura não consta no documento que o Fato Amazônico, teve acesso. Na verdade ao ir para a reunião, o governador já sabia que a Procuradoria Geral do Estado tinha ingressado com ação no Tribunal de Justiça do Amazonas para brecar a greve anunciada para a sexta-feira (13).

E o estado, obteve uma vitória, quando o desembargador Sabino Marques, deu uma liminar, determinando que o Sinpol, caso haja greve mantenha 80% dos policiais trabalhando.