Quantas vezes você já ouviu a frase: ‘Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher’? Várias, não é mesmo? Tanto que ainda é comum que as pessoas deixem de ajudar mulheres vítimas de violência doméstica por acreditarem que não devem ‘meter a colher’ em seus relacionamentos. Mas estar mulheres precisam de ajuda.

Para deixar bem clara a mensagem de que todos devem ajudar vítimas de relacionamentos abusivos, um grupo de cinco jovens mulheres de Recife deu criação a uma rede de apoio chamada ‘Mete a Colher’.

A ferramenta é um espaço para que as mulheres possam ajudar e ser ajudadas em casos de violência, relacionamentos abusivos ou qualquer ato de assédio. Para garantir a segurança das usuárias, a ferramenta só permite acesso do sexo feminino, com cadastro pelo Facebook, mensagens criptografadas e senha de acesso ao aplicativo.

As mensagens ainda se apagarão depois de um tempo, deixando praticamente impossível o acesso de terceiros às conversas.

A usuária que entrar no app pode marcar as categorias em que quer oferecer ou receber ajuda: apoio psicológico, ajuda jurídica ou inserção no mercado de trabalho.

O aplicativo tem nos formatos IOS e Android. É totalmente gratuito.

A rede

Somos o Mete a Colher, uma startup de impacto social que tem como principal objetivo ajudar mulheres a saírem de relacionamentos abusivos e combater a violência doméstica.

Com esta campanha, transformamos o Mete a Colher em um aplicativo. Todo o dinheiro arrecadado serve para desenvolver um app nas plataformas iOS e Android e disponibilizar gratuitamente em todo o Brasil.

O aplicativo

A ideia do aplicativo Mete a Colher nasceu com o objetivo de conectar mulheres que precisam de ajuda para sair de relacionamentos abusivos com mulheres que estão dispostas a ajudar.

O app é todo baseado em conversas, com uma lógica parecida com outros aplicativos de conversa, como Whatsapp e o Facebook Messenger. Nossa experiência até agora mostra que, na maioria das vezes, as mulheres precisam muito desabafar sobre a sua atual situação. Mulheres que já ajudaram amigas e parentes a saírem de relacionamento abusivo informaram que tudo foi na base da conversa e muito conselho.

Apenas mulheres vão fazer parte da rede. Para acessar o aplicativo será necessário fazer login com o Facebook. Segundo a nossa desenvolvedora, Lhaís, o cadastro via Facebook é uma das formas de garantirmos que apenas mulheres acessem o aplicativo.

Para mantermos a segurança de todas, além do login via Facebook, haverá também a opção de ter um código PIN para acesso ao app e mensagens criptografadas que se apagam depois de um tempo, deixando quase impossível o acesso de terceiros às conversas.

Depois de acessar o app, a usuária pode oferecer ou pedir ajuda. Caso ela precise de ajuda, será necessário apenas digitar seu relato ou enviar um áudio solicitando ajuda. Na central de controle do aplicativo, vamos adicionar tags, especificando que tipo de ajuda a mulher precisa, e o pedido será direcionado para as mulheres que podem ajudar.

A usuária que entrar no app para ajudar poderá marcar as categorias em que quer oferecer ajuda: conversa e apoio emocional, ajuda jurídica, abrigo temporário ou inserção no mercado de trabalho (nessa última categoria, empresas vão poder se cadastrar também). As categorias de ajuda surgiram com base em pesquisa e conversa que temos diariamente com vitimas de relacionamentos abusivos, e todas as ajudas terão a conversa como forma de interação. (Com informações de Hypeness)