Milicianos civis afirmam estar preparados para ajudar nos esforços do governo dos Estados Unidos para fazer a segurança da fronteira com o México com o objetivo de conter a “invasão” com a possível chegada das caravanas de imigrantes centro-americanos.

“Estamos prontos para apoiar a Patrulha Fronteiriça, esperamos que mais gente chegue e se junte ao nosso movimento. Planejamos patrulhar por terra e por ar, pois a chegada desta caravana é uma invasão”, disse à Agência Efe Shannon McGauley, presidente da milícia civil Texas Minuteman.

McGauley afirmou que atualmente já há mais de 200 pessoas em diferentes pontos da fronteira no Texas e que espera reunir 1.000 voluntários nas próximas semanas.

O presidente da milícia informou que o grupo dispõe de helicópteros que podem auxiliar as autoridades nas tarefas de patrulhar a fronteira também pelo ar, assim como possui suas próprias armas, equipamento militar como coletes à prova de balas e câmeras de visão noturna.

McGauley elogiou a decisão do governo do presidente Donald Trump de enviar pelo menos 5.239 militares à fronteira para responder à chegada de duas caravanas de imigrantes centro-americanos, que avançam do México em direção ao norte com cerca de 6.500 pessoas, segundo cálculos dos EUA.

“A todas as pessoas que fazem parte da caravana, minha advertência é que é melhor darem meia-volta e retornarem e não tentem de nenhuma forma atacar a Patrulha Fronteiriça ou o exército”, enfatizou McGauley.

Os militares e milicianos se somam aos 2.100 membros da Guarda Nacional – um corpo de reserva das Forças Armadas – que estão na fronteira com o México desde abril devido a outra caravana de imigrantes.

De acordo o Southern Poverty Law Center (SPLC), um grupo independente que analisa casos de extremismo e crimes raciais nos EUA, há mais de 270 grupos de milícia civil no país. (EFE)